Dólar fecha a R$ 1,66; mercado "ignora" anúncio sobre fundo soberano
da Folha Online
O dólar comercial foi trocado a R$ 1,666, em declínio de 1,18%, nos últimos negócios desta segunda-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,770 (venda), em retração de 1,66%.
As especulações sobre um possível "upgrade" do rating (nota de risco de crédito) brasileiro, desta vez pela agência Fitcht, tiveram influência significativa nos negócios de hoje. O otimismo sobre a economia brasileira, aliado à ausência de saídas importantes de recursos, ajudou a derrubar as cotações da moeda americana.
"O mercado está atento a isso [a possível melhora do rating], mas por enquanto, ainda há muita especulação. O importante é que nesses dias as saídas foram muito poucas e o cenário externo não deu mais sinais de deterioração. Muitos bancos, que estavam comprados, podem ter começado a se desfazer de moeda", comenta gerente de câmbio da corretora Fluxo.
Esse relativo otimismo pode ter reduzido o impacto do anúncio da criação do fundo soberano, pelo ministro Guido Mantega (Fazenda). Esse fundo será "formado por recursos fiscais, reservas primárias e operações financeiras", segundo Mantega, e pode chegar a US$ 20 bilhões.
Na semana passada, corretores explicaram a alta das taxas, em parte, às especulações sobre o fundo soberano.
A atualização da balança comercial até a segunda semana de maio mostrou exportações e importações acima da média. No acumulado do ano, a média diária de exportações é de US$ 663,8 milhões, valor 15,6% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já a média diária de importações está em US$ 597 milhões, resultado 43,7% maior que o verificado no mesmo período do ano passado.
O superávit comercial foi de US$ 5,877 bilhões, com média diária de US$ 66,8 milhões, número 58% abaixo da média que o registrado em idêntico período em 2007.
O Banco Central realizou seu habitual leilão de câmbio às 14h58 e aceitou ofertas por R$ 1,6645 (taxa de corte). Por volta das 12h45, a autoridade monetária promoveu um leilão, que foi cancelado, e um segundo, por volta das 13h, que também foi anulado. O BC atribuiu os cancelamentos a problemas no Sisbacen, o sistema de comunicação com os bancos, provocados por ofertas feitas de forma errada por um dos dealers.
Juros futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros acompanhou o câmbio e as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011 caíram.
No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada recuou de 13,12% ao ano para 13,03%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 14,31% para 14,22%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada retraiu de 14,33% para 14,19%.
O boletim Focus, preparado pelo Banco Central, revelou que a maioria dos economistas do setor financeiro ajustou para cima suas projeções para a inflação e a taxa básica de juros. A inflação prevista para o ano passou de 4,86% para 4,96% --o sétimo ajuste consecutivo captado pelo relatório do BC. Já a taxa Selic deve fechar o ano em 13,25%. A previsão anterior era 13%.
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Não é a especulação que faz o Real wstá mais valorizado. É o Dolar que não está valendo nada no mundo inteiro.
A reportagem é tendenciosa.
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