Dinheiro
13/05/2008 - 14h40

Famílias de baixa renda foram mais afetadas pela alta dos alimentos

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

As famílias de menor renda foram especialmente afetadas pela alta do preço dos alimentos, e o cenário, no curto prazo, deve continuar parecido, com pressão principalmente dos alimentos processados.

Em abril, o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor-Classe 1) subiu 0,97%, com alta acumulada de 3,91% no ano. É a maior elevação verificada no 1º quadrimestre de um ano, desde o início da pesquisa, em 2004.

Esse índice mede a variação do custo de uma cesta de bens e serviços consumidos por famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos.

No ano, a inflação sobre a baixa renda supera o índice geral, que engloba famílias com renda de 1 a 33 salários-mínimos. O IPC-BR subiu 2,16% no ano. O índice de abril do IPC-BR (0,72%) também ficou abaixo do índice que avalia as famílias de baixa renda.

Com peso de cerca de 40% no total do índice, os alimentos foram responsáveis por 79,38% do IPC-C1 de abril. Este ano, os alimentos vêm respondendo sempre por mais da metade do índice. No ano, tem representação média de 70% sobre a inflação acumulada de 3,19%.

Maio

O economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), André Braz, explicou que alguns alimentos, cujos preços subiram nos últimos meses, têm perspectiva de nova alta em maio, com base na coleta de preços dos últimos cinco dias.

É o caso do pão francês, que tem projeção de alta de 8,81% no IPC-C1 de maio. O item vem exercendo a maior pressão sobre o índice inflacionário das famílias de baixa renda, com alta de 14,22% de janeiro a abril. O pão francês tem peso de 2,80% dentro do IPC-C1.

O óleo de soja foi responsável pelo segundo maior impacto sobre o IPC-C1, com alta de 32,31% no ano. O produto tem peso de 0,92% dentro do índice. O leite longa vida registra alta acumulada de 8,01%, de janeiro a abril, no mesmo índice, enquanto que o ovo de galinha subiu 8,45%.

'O custo de vida da população de baixa renda subiu influenciado pelos alimentos. Os alimentos da cesta básica foram destaque em abril, e deverão continuar exercendo forte pressão em maio', afirmou Braz.

Outros alimentos com perspectiva de alta em maio, segundo ele, são o arroz branco (15,47%) e a carne moída, leite longa vida e macarrão (ambos com 4%). Por outro lado deverão cair, pela coleta de preços no início de maio, o feijão carioquinha (- 8,56%), açúcar (- 2,40%), ovo de galinha (- 2,74%) e frango (- 2,64%).

Comentários dos leitores
Renato Ribeiro de Oliveira (2) 15/10/2009 19h58
Renato Ribeiro de Oliveira (2) 15/10/2009 19h58
A população mundial esta cega! pensando em quanto o mercado de ações vai ser bom, se o dólar vai cair ou subir, e esquecemos de pessoas que estão passando fome a nossa volta.
No mundo composto por 6 bilhões de pessoas, 4 bilhões passam com menos de 2 dólares por dia!
A teoria de Malthus foi quebrada, hoje à alimentos para todos, porém o excedente fica nas mãos de poucas pessoas no mundo.
O que está errado? Nada mais do que o sistema! esse sistema concentrador acaba bdneficiando poucas pessoas e excluindo a grande maioria da população. Como diz o economista chileno Max Neef: A economia esta para servir as pessoas e não o contrário.
Temos que parar com essa corrida desenfrada do excedente, e pensar numa solução justa para todos.

Renato Ribeiro de Oliveira - 4° ano de Economia - FAC FITO - Osasco - SP - Brasil.
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Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Estudos científicos divulgados ao final da década passada indicaram que se todas as nações do mundo, ao invés de aplicarem substanciais parcelas de seus respectivos Produto Interno Bruto (PIB) em materiais bélicos, que, em termos atuais, atinge a extraordinária cifra de 2.000.000.000.000US$ (dois trilhões de dólares) ao ano, em políticas públicas adequadas para o combate a essa gravíssima situação, em apenas 5 (cinco) anos seria possível não só a erradição da fome, quanto a geração de emprego e renda para todos os habitantes do planeta Terra, proporcionando-lhes, por conseguinte, uma vida digna.
É lamentável constatar, pois, de acordo com reconhece, aliás, um dos dirigentes da FAO, que a eliminação da fome e da subnutrição dependa tão-só de vontade política.
Salta à evidência, pois, que o homem está se utilizando, de forma equivocada, do livre arbítrio que o ente supremo lhe concedeu, expondo a condições sub-humanas mais de um bilhão de seus semelhantes.
É bem por isso que o Armagedon se aproxima, nisto crendo quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.
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Antonio Fouto Dias (2735) 13/10/2009 14h04
Antonio Fouto Dias (2735) 13/10/2009 14h04
Os produtores de cana que se cuidem, uma vez que, quando se iniciar a exploraçãodo pre-sal e o Brasil estiver produzindo muito mais do que sua real necessidade de consumo de petróleo, certamente, mesmo que a Petrobrás não queira, os preços do óleo diesel e da gasolina irão cair, fato que tornará o consumo de álcool não compensador, pois se o preço de ambos os combustíveis estiverem iguais ou próximos, o proprietário do veículo optará pela gasolina, pois será mais econômica.
Se agora, do jeito que está já existem problemas no setor alcooleiro, imaginem então com o preço dos combustíveis oriundos do petróleo de baixo valor.
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