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Dinheiro
14/05/2008 - 13h36

Stephanes culpa álcool de EUA e Europa por alta dos alimentos

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da Folha Online

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, apontou quatro causas para a alta do preço dos alimentos no mercado mundial, entre elas, o uso de matéria-prima de alimentos para a produção de biocombustíveis pelos Estados Unidos e pela União Européia.

Para Stephanes, também contribuem para o aumento do preço dos alimentos o crescimento contínuo dos países (elevando a renda da população), o aumento da expectativa de vida da população e as mudanças climáticas.

Neste cenário, Stephanes avaliou que o Brasil é um dos poucos países que acompanha o crescimento da demanda interna e ainda tem excedentes para abastecer o mercado externo.

Segundo ele, o país tem capacidade de produção de energia limpa, e tem demonstrado a compatibilidade dos biocombustíveis e os alimentos. O ministro informou que, atualmente, apenas 0,5% do território brasileiro é ocupado pela produção de álcool e reiterou que, em mais de 60% dos casos, a cana-de-açúcar tem aproveitado áreas de pastagens degradadas.

Zoneamento

Stephanes informou ainda que o zoneamento da cana-de-açúcar, a ser anunciado em julho, levará em conta as questões agrícolas e ambientais.

O ministro disse que o avanço das pesquisas quanto ao álcool "tornou possível o aumento da produtividade de 4 mil litros para 9 mil litros por hectare. "As pesquisas apontam que essa produtividade pode chegar a 12 mil litros por hectare", completou.

O ministro participa de audiência pública conjunta das Comissões de Agricultura e Reforma Agrária, de Relações Exteriores e Defesa Nacional e da Subcomissão Permanente de Biocombustíveis do Senado Federal.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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