Preços dos alimentos devem permanecer altos por até três anos, diz Casa Branca
da Folha Online
A Casa Branca considera que os altos preços dos alimentos ao redor do mundo devem persistir por mais dois ou três anos, até que os estoques mundiais consigam ser reabastecidos, e negou que a produção de biocombustíveis, como o álcool a partir do milho, tenha papel significativo sobre os preços.
"Os estoques foram consumidos e vai levar um tempo para reabastece-los, por isso os preços continuarão altos", disse o chefe dos conselheiros econômicos da Casa Branca, Edward Lazear. "Nossa estimativa é de que os preços [dos alimentos] continuarão altos, sem disparar à mesma taxa de elevação vista no último ano."
A produção de biocombustíveis (vista como um dos principais fatores a influenciar a alta dos preços dos alimentos) não tem papel relevante no atual nível dos preços, disse o diretor do Conselho Econômico Nacional (órgão também ligado à Casa Branca), Keith Hennessey. Os que argumentam que o aumento, determinado pelo presidente [no programa de combustíveis renováveis] está contribuindo para a alta nos preços dos alimentos estão incorretos", afirmou.
Segundo Lazear, a inflação dos preços dos alimentos no mercado mundial foi de 43% nos 12 meses encerrados em março. Ele disse que, como o milho representa uma parte muito pequena do índice do FMI (Fundo Monetário Internacional) para os preços dos alimentos), a participação da produção de álcool a partir do milho contribuiu com apenas 1,2% na alta geral nos preços dos alimentos.
Lazear destacou ainda que as despesas dos americanos com alimentos foi de menos de 14% de seus gastos totais no período, enquanto na África essa proporção chegou a 43% --e entre as populações mais pobres da região da África subsaariana a proporção pode chegar a 70%.
O conselheiro da Casa Branca informou que os preços do trigo subiram 123% no período, enquanto os da soja subiram 66%; os do milho, 37%; e os do arroz, 36%. O consumo nos países emergentes cresceu 45% entre 2001 e 2007, na comparação com o período de 1991 a 2000, lembrou Lazear, e esse aumento respondeu por cerca de 18% da alta total.
Outro fator que contribuiu para a alta dos alimentos foi a ocorrência de condições climáticas adversas, que destruíram safras.
Com informações da Reuters
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O governo do Sr. Bush é o verdadeiro causador de tudo. Mas ninguem protesta. Quando ele invadiu o Iraque o oleo estava a menos de U$ 30,00 o barril. Depois que viu a crise que ele proprio criou, resolveu apoiar a conversão de milho em alcool, ao inves de buscar uma parceria justa e equilibrada com o Brasil.
Então senhores, analisem independentemente os fatos. O preço do petroleo, o preço dos insumos agricolas como fertilizantes, defensivos e sementes, e a estupidez dos Eua em tornar milho alcool combustivel, não tem influencia alguma na crise mundial de alimentos e economia, mas o Brasil com sua produção racional de alcool sim, somos o grande vilão. Me poupem, e esqueçam a ONU. A ONU é apenas uma serviçal dos interesses americanos. A ONU é apenas uma ilusão, para fazer de conta que o mundo pode resolver com equidade, seus problemas.
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