Presidente do Brasil será xeque do petróleo em dez anos, diz Lula
EDUARDO CUCOLO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que, apesar de o Brasil estar prestes a se tornar um grande produtor de petróleo, devido às descobertas recentes da Petrobras, é preciso diminuir o consumo de combustíveis fósseis.
Durante encontro em Brasília com a chanceler alemã, Ângela Merkel, o presidente responsabilizou também a alta do petróleo e dos subsídios agrícolas dos países ricos pelo aumento internacional no preço dos alimentos.
"O bom senso é que a humanidade não pode continuar dependendo do petróleo", disse Lula. "Estou falando isso, para que a imprensa alemã compreenda, depois de o Brasil ter descoberto muito petróleo. Se vocês vierem daqui dez anos no Brasil, vocês vão chamar o presidente do Brasil de xeque, xeque da América do Sul", afirmou o Lula em entrevista para a imprensa brasileira e alemã.
Lula disse também que a produção de álcool vem crescendo junto com o avanço da safra de alimentos e negou que uma esteja tomando o espaço da outra. "Nossa experiência de 30 anos demonstra que o aumento da produção de etanol não causa degradação ambiental", disse. "Ao longo desse período, aumentamos a produção de alimentos para toda a população brasileira e ainda ampliamos nossa participação nas vendas internacionais."
Os dois países assinaram acordo, nesta quarta-feira, para investimento em biocombustíveis, eficiência energética e energias alternativas.
Fome no mundo
Em relação às críticas de que os biocombustíveis, como o álcool, seriam os responsáveis pela alta nos preços dos alimentos, Lula disse que ninguém fala sobre o impacto da alta do preço do petróleo nos insumos agrícolas e no custo de transporte ou sobre os subsídios para os agricultores dos países desenvolvidos.
Ao tocar no assunto, ele também pediu à chanceler que ajude nas negociações da Rodada Doha para liberalização do comércio, dentro da qual o Brasil reivindica a redução de subsídios para os agricultores dos países desenvolvidos.
"Não nos iludamos sobre as causas da fome no mundo e a recente elevação no preço dos alimentos. A incapacidade de muitos países de produzir seus próprios alimentos se deve também a séculos de distorções no comércio internacional."
Quanto às negociações da Rodada Doha, Lula fez um pedido à Merkel.
"Confiamos que a Alemanha atuará com igual sentido de liderança para superar as divergências que vêm impedindo a conclusão da Rodada Doha. A resposta está em eliminar os subsídios aos agricultores dos países ricos, que anulam as vantagens comparativas dos países em desenvolvimento."
Resposta alemã
Questionada também sobre o assunto, Merkel afirmou que o país não irá aumentar as metas de uso de biocombustíveis, mantendo as regras atuais da União Européia.
"A Alemanha vai manter a estratégia européia de bioenergia até 2020 e temos determinadas metas de adição [de biocombustíveis à gasolina]. Nós temos veículos antigos que não podem funcionar com determinado tipo de combustível", afirmou Merkel.
Mesmo assim, ela disse que os biocombustíveis vão prestar a sua contribuição para a redução da poluição, mas cobrou compromissos com a sustentabilidade. "É importante que a sustentabilidade seja garantida", afirmou.
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Especial


No mundo composto por 6 bilhões de pessoas, 4 bilhões passam com menos de 2 dólares por dia!
A teoria de Malthus foi quebrada, hoje à alimentos para todos, porém o excedente fica nas mãos de poucas pessoas no mundo.
O que está errado? Nada mais do que o sistema! esse sistema concentrador acaba bdneficiando poucas pessoas e excluindo a grande maioria da população. Como diz o economista chileno Max Neef: A economia esta para servir as pessoas e não o contrário.
Temos que parar com essa corrida desenfrada do excedente, e pensar numa solução justa para todos.Renato Ribeiro de Oliveira - 4° ano de Economia - FAC FITO - Osasco - SP - Brasil.
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É lamentável constatar, pois, de acordo com reconhece, aliás, um dos dirigentes da FAO, que a eliminação da fome e da subnutrição dependa tão-só de vontade política.
Salta à evidência, pois, que o homem está se utilizando, de forma equivocada, do livre arbítrio que o ente supremo lhe concedeu, expondo a condições sub-humanas mais de um bilhão de seus semelhantes.
É bem por isso que o Armagedon se aproxima, nisto crendo quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.
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Se agora, do jeito que está já existem problemas no setor alcooleiro, imaginem então com o preço dos combustíveis oriundos do petróleo de baixo valor.
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