Dinheiro
14/05/2008 - 15h43

Repsol quer ampliar atuação no gás de cozinha e admite ir às compras

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A espanhola Repsol quer incrementar sua atuação no mercado de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo, o gás de cozinha) brasileiro, no qual iniciou operações em 2004. Com 0,29% de participação no mercado, a companhia planeja ter 2% de participação de mercado em quatro anos. O diretor de GLP da Repsol Brasil, Marcos Capdepont, disse que a empresa pode fazer aquisições, dependendo das opções que surgirem.

"Somos candidatos a lutar pela compra de ativos, de acordo com as oportunidades do mercado. Chegamos ao Brasil, na área de GLP, de forma diferente do que em outros países, sem comprar nada", afirmou.

A atuação da Repsol no setor de GLP brasileiro limita-se à distribuição de botijões para a indústria. Capdepont admitiu que a companhia tem planos de entrar no mercado de distribuição de botijões de 13 Kg, que são utilizados em residências. O executivo frisou que não há prazo previsto para começar a atuar nesse segmento.

Capdepont comentou que a Repsol "tem toda uma visão" para o mercado de GLP no Brasil. Para o executivo, o segmento brasileiro de GLP tem muito espaço para crescer.

"Nossa visão de longo prazo é que o Brasil tem muito o que fazer no GLP", resumiu.

A Repsol atua no mercado de distribuição de GLP na América do Sul há oito anos, sendo que o Brasil foi o último lugar no qual a empresa desembarcou. A companhia espanhola é a segunda maior do mundo no mercado de GLP e atua em dez países. Na Espanha, detém 80% do mercado nacional. Na Argentina, a participação é de 33%, e em Portugal, é de 22%.

"Aqui no Brasil, ainda somos humildes. Atuamos apenas no Rio, São Paulo e Minas Gerais', observou. Se for levado apenas em consideração o mercado industrial brasileiro de GLP, a participação da Repsol chega a 1%."

A Repsol já investiu US$ 20 milhões nas operações de distribuição do mercado brasileiro. Estão previstos, para os próximos anos, algo entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, que segundo Capdepont, não contemplam possíveis aquisições.

 

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