Dinheiro
14/05/2008 - 18h43

Para Banco Mundial, alimentos ficarão caros pelos próximos sete anos

da France Presse

Os preços dos alimentos continuarão altos pelo menos nos próximos sete ou oito anos, considerou nesta quarta-feira a vice-presidente do Banco Mundial (Bird), Pamela Cox, fazendo um apelo à finalização da Rodada Doha para um mercado mais competitivo.

Também hoje, o chefe dos conselheiros econômicos da Casa Branca, Edward Lazear, afirmou que na opinião dele os altos preços dos alimentos ao redor do mundo devem persistir por mais dois ou três anos, até que os estoques mundiais consigam ser reabastecidos.

"O problema dos preços elevados dos alimentos não vai desaparecer nos próximos sete ou oito anos. É preciso aumentar a produção" para resolver esse problema, declarou Cox durante uma entrevista coletiva com a participação de jornalistas estrangeiros em Lima.

"Para que os preços dos alimentos caiam, é preciso finalizar a Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio e desenvolver um mercado mais competitivo", acrescentou.

Pamela Cox deve participar quinta-feira em Lima de um fórum empresarial realizado à margem da V Cúpula da América Latina, Caribe e União Européia.

Para a vice-presidente do Bird, o aumento dos preços dos alimentos no mercado mundial tem como principais motivos o aumento da demanda em países como China e Índia e o incentivo à produção de biocombustíveis, sobretudo os derivados do milho.

Ela também mencionou a alta dos custo dos fertilizantes e os problemas climáticos registrados nos Estados Unidos e na Austrália.

Sem recomendação

Para Cox, medidas como o controle dos preços pelos governos, limitações ás exportações ou impostos sobre as importações não são recomendáveis para resolver o problema.

Entretanto, ela considerou que "a América Latina está muito mais fortalecida agora do que em crises anteriores", apesar de o Bird ter diminuído para 4,5% sua previsão de crescimento para a região.

Cerca de 50 presidentes de América Latina, Caribe e Europa se reunirão neste fim de semana em Lima para evocar essencialmente os temas da pobreza e do ambiente.

Comentários dos leitores
ANTONIO JOÃO JARDIN (121) 12/08/2008 19h27
ANTONIO JOÃO JARDIN (121) 12/08/2008 19h27
APESAR DA CAMBADA RURALISTA O BRASIL,VAI CADA DIA MELHOR sem opinião
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gil francisco (2) 12/08/2008 16h03
gil francisco (2) 12/08/2008 16h03
nunca vou concordar com renegociação de dividas de produtores por que tenho certesa de que sempre os devedores sao os mesmos e aqueles que enm financiamento faz, e continuan a plantar sera que estao no preju.... sem opinião
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Talvez o despreparado presidente se imagine como o rei do petróleo, sendo reeleito. Vixe Maria, sai pra lá mau olhado, cruz-credo... 2 opiniões
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