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Dinheiro
14/05/2008 - 20h07

Governo zera impostos para segurar preço do pão

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O governo anunciou nesta quarta-feira uma série de medidas para tentar segurar a alta do preço do pão. A principal delas é a isenção de PIS e Cofins até o fim do ano para trigo in natura, farinha de trigo e pão francês. Hoje, esses impostos possuem uma alíquota de 9,25%.

Além disso, o governo decidiu baratear o transporte do trigo que vem sendo importado dos Estados Unidos e do Canadá para compensar a falta de importações da Argentina.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o custo do frete cairá 25% com a isenção de uma taxa destinada ao Fundo de Renovação da Marinha Mercante. "É um custo menor no transporte da farinha e do trigo", afirmou.

Por fim, o governo estendeu o prazo para importação de trigo de fora do Mercosul com tarifa zero, que passou de 30 de junho para 31 de agosto.

"São três medidas que vêm no sentido de ampliar a oferta de trigo no mercado brasileiro e reduzir o custo do trigo e do pão francês", afirmou Mantega.

Mantega disse que os produtores de trigo se comprometeram a repassar a queda no custo de produção para o consumidor. Ele lembrou que o pão francês subiu cerca de 25% nos últimos meses.

A estimativa do setor que é o preço da farinha tenha redução de 10% em função das medidas do governo. A farinha representa 70% do preço do pão francês. Representantes do setor, no entanto, prefeririam não estimar o impacto da redução de impostos no preço do pão.

Mantega afirmou que, a partir do segundo semestre, com o início da safra de trigo no Brasil, haverá uma redução maior no preço desses produtos. "Até lá, vamos tomar essas medidas, que deverão reduzir o preço da farinha e do pãozinho."

Comentários dos leitores
Armando Malato (155) 21/06/2009 21h00
Armando Malato (155) 21/06/2009 21h00
Através do PAP (Plano Agricola e Pecuario), o Ministério da Agricultura, acaba de alocar uma verba de 107,5 bilhões, para incentivo da Agricultura e da Pecuária no Brasil. Diante desta manifestação de estimulo, por parte do govêrno, fico sem compreender as razões do entrave que o próprio governo manifesta com estas atividades na região norte do país, onde os produtores, com seus próprios recursos, procuram desenvolver ainda mais a agro-industria, sendo tolhidos com o pretêxto da manutenção da floresta amazônica. Onde já se viu criar gado e fazer cultivos agricolas dentro da mata virgem. Nesse caso, esta região está fadada ao sub-desenvolvimento ao não se poder desenvolver os principais meios de captação de riqueza para a área acima citada, ficando este privilégio para o sul sudeste e nordeste, que juntos representam, mais ou menos a metade do território brasileiro, ficando esta outra metade incultivavel, servindo apenas para criação de indios e selvas, com um
imensuravel território de terras ociosas, sem levar em consideração a imensa riqueza do sub-solo.
Afinal de contas, a quem interessa este procedimento?. Tenho sempre visto este aspecto pelo lado incógnito, já que, de qualquer forma, esta mesma floresta vem sendo explorada aceleradamente, por madeireiros estrangeiros, de forma clandestina, conforme as próprias estatisticas que se conhecem pelos dados publicados pelo INCRA, sem que medidas paliativas sejam tomadas.
Então por que não optar pela agro-pecuária?
sem opinião
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Yvonne Ferreira (462) 19/06/2009 12h19
Yvonne Ferreira (462) 19/06/2009 12h19
A desigualdade extrema é inaceitável.
O Brasil fervilha de vida desmesurada frustrada dispersa.
2 opiniões
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Ademir Gabarron Perez (1) 19/06/2009 11h34
Ademir Gabarron Perez (1) 19/06/2009 11h34
Em 2006 numa pesquisa encomendada pela ONU apurou-se que se fosse destinado o que é gasto em apenas 1 (um minuto!!!) em armamento daria para acabar a fome mundial. Daá, não sabem o que fazer? 1 opinião
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