Preço do pão não deve cair tanto com corte de impostos, diz setor
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
A queda no preço do pão francês pode não ser tão grande quanto esperada pelo consumidor com a redução de custos anunciada hoje pelo governo. Representantes do setor do trigo que estiveram reunidos hoje com o governo foram reticentes em falar sobre as promessas feitas ao governo.
João Silvio Ferreira, da Abitrigo, afirmou que só pode garantir que o preço vai parar de subir. "O preço deve cair, mas não tanto quanto se pode esperar", afirmou.
Para o preço da farinha, que representa 70% do preço do pão francês, a estimativa do setor é que o preço tenha redução de cerca de 10% em função das medidas do governo, que incluem redução de tributos e custo de frete.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que o setor do trigo assumiu um compromisso de repassar esse ganho para o consumidor, mas também não informou qual será a queda no preço.
"Essas medidas adotadas hoje são no sentido de diminuir custos e, em conseqüência, baixar os preços. O abastecimento já está assegurado, mas a um nível de preços e custos muito elevados."
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a pressão do preço do pão na inflação tende a acabar com essas medidas. "Nos últimos 12 meses o impacto do pãozinho foi de 0,25 [ponto percentual] dos 5% registrados pelo IPCA. Ele não deverá causar mais impacto."
Segundo o Ministério da Fazenda, a suspensão do PIS/Cofins representa uma perda de arrecadação de R$ 500 milhões. Além disso, o governo vai ressarcir o fundo da Marinha. Nesse caso, o valor não foi estimado.
A redução do PIS/Cofins terá impacto para pequenas empresas, como padarias, pequenas indústrias e varejo. Segundo o governo, no caso dos grandes moinhos e indústrias o efeito será zero, devido ao regime de impostos não-cumulativos desses produtores.
Mantega disse que o governo irá tomar também medidas para aumentar a produção brasileira de trigo, que deve crescer cerca de 20% neste ano. O Brasil consome cerca de 10 milhões de toneladas por ano. Desse total, apenas 4 milhões são produzidas no país.
Leia Mais
- Governo amplia importação de trigo com tarifa zero para conter preço
- Brasil dobra cota para importação de trigo de fora do Mercosul
- Stephanes admite que preços de alimentos preocupa governo
- Saldo da balança do agronegócio fica em US$ 5 bi em abril e bate recorde
- Alimentos pesam e índice oficial de inflação acelera para 0,55% em abril, diz IBGE
Especial


imensuravel território de terras ociosas, sem levar em consideração a imensa riqueza do sub-solo.
Afinal de contas, a quem interessa este procedimento?. Tenho sempre visto este aspecto pelo lado incógnito, já que, de qualquer forma, esta mesma floresta vem sendo explorada aceleradamente, por madeireiros estrangeiros, de forma clandestina, conforme as próprias estatisticas que se conhecem pelos dados publicados pelo INCRA, sem que medidas paliativas sejam tomadas.
Então por que não optar pela agro-pecuária?
avalie fechar
O Brasil fervilha de vida desmesurada frustrada dispersa.
avalie fechar
avalie fechar