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Dinheiro
14/05/2008 - 21h52

Preço do pão não deve cair tanto com corte de impostos, diz setor

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

A queda no preço do pão francês pode não ser tão grande quanto esperada pelo consumidor com a redução de custos anunciada hoje pelo governo. Representantes do setor do trigo que estiveram reunidos hoje com o governo foram reticentes em falar sobre as promessas feitas ao governo.

João Silvio Ferreira, da Abitrigo, afirmou que só pode garantir que o preço vai parar de subir. "O preço deve cair, mas não tanto quanto se pode esperar", afirmou.

Para o preço da farinha, que representa 70% do preço do pão francês, a estimativa do setor é que o preço tenha redução de cerca de 10% em função das medidas do governo, que incluem redução de tributos e custo de frete.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que o setor do trigo assumiu um compromisso de repassar esse ganho para o consumidor, mas também não informou qual será a queda no preço.

"Essas medidas adotadas hoje são no sentido de diminuir custos e, em conseqüência, baixar os preços. O abastecimento já está assegurado, mas a um nível de preços e custos muito elevados."

Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a pressão do preço do pão na inflação tende a acabar com essas medidas. "Nos últimos 12 meses o impacto do pãozinho foi de 0,25 [ponto percentual] dos 5% registrados pelo IPCA. Ele não deverá causar mais impacto."

Segundo o Ministério da Fazenda, a suspensão do PIS/Cofins representa uma perda de arrecadação de R$ 500 milhões. Além disso, o governo vai ressarcir o fundo da Marinha. Nesse caso, o valor não foi estimado.

A redução do PIS/Cofins terá impacto para pequenas empresas, como padarias, pequenas indústrias e varejo. Segundo o governo, no caso dos grandes moinhos e indústrias o efeito será zero, devido ao regime de impostos não-cumulativos desses produtores.

Mantega disse que o governo irá tomar também medidas para aumentar a produção brasileira de trigo, que deve crescer cerca de 20% neste ano. O Brasil consome cerca de 10 milhões de toneladas por ano. Desse total, apenas 4 milhões são produzidas no país.

Comentários dos leitores
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
Vejam bem politicos e corruptos, não tem diferença,essa merkel está de olho só no nosso petroleo e nada mais, pois quem tocou no assunto de bio combustiveis foi olulala e não ela ela não quer nem saber....disso... sem opinião
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Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
28 opiniões
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