Dinheiro
15/05/2008 - 17h27

Aumento da produção de alimentos será prioridade de plano agrícola, diz ministro

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da Agência Brasil

O plano agrícola e pecuário de 2008 dará prioridade ao aumento da produção de alimentos, informou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, nesta quarta-feira. Em reunião com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Stephanes recebeu sugestões para o programa.

Segundo o ministro, a principal colaboração que o Brasil pode dar para conter o preço dos alimentos é aumentar a sua produção.

"O Brasil tem que usar a sua força para contribuir com o mundo, produzindo mais e aumentando a oferta de produtos agrícolas. As soluções não são a curto prazo, mas o que podemos fazer é tentar um plano de safra, que aumente a produção interna", disse.

Fertilizantes

Stephanes disse também que o Ministério da Agricultura está negociando com outros setores do governo a retirada do adicional de frete para os fertilizantes e os defensivos. "É uma negociação muito complexa e demorada", explicou.

Mas, segundo ele, essa medida terá um impacto pequeno nos preços da produção agrícola. "O impacto será apenas sobre 25% do frete. E o nosso problema é bem maior que isso. Por isso, estamos estudando a questão dos fertilizantes com mais profundidade", afirmou.

Áreas degradadas

Outra questão que está em estudo pelo governo é a elaboração de um programa para possibilitar o aproveitamento de áreas degradadas. Segundo o ministro, os estudos serão realizados até o final deste ano e é possível que o programa seja executado no ano que vem.

O plano agrícola e pecuário é publicado anualmente e reúne as diretrizes para a política agrícola de cada período. A partir dele, é possível conhecer os programas e as medidas implementadas pelo governo no setor. A elaboração do plano envolve todas as secretarias do Ministério da Agricultura e recebe sugestões do setor privado.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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