23/01/2002
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15h53
O governador de Buenos Aires, Felipe Solá, disse hoje que as exigências do Fundo Monetário Internacional para a liberação de um novo empréstimo vão transformar a Argentina em um novo Afeganistão.
Em entrevista a uma rádio local, Solá disse: "Que querem da Argentina? Querem levá-la a ser um país absolutamente fora do sistema? Querem que a Argentina seja a Albânia ou o Afeganistão?"
Ontem, o diretor-gerente do FMI, Horst Koehler, disse que "não há saída sem sofrimento" para a Argentina. Além disso, a vice-diretora, Anne Krueger, disse que o empréstimo de US$ 15 bilhões lhe parece "muito alto".
Solá afirmou que a Argentina "não tem nenhuma possibilidade" de atender à exigência do FMI de elaborar um plano econômico "sustentável" sem que lhe seja concedida uma ajuda financeira "especial para sair da crise".
O governador também afirmou que a situação argentina é muito pior do que a do México em 1994, quando aquele país recebeu US$ 44 bilhões do Fundo.
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da Folha OnlineO governador de Buenos Aires, Felipe Solá, disse hoje que as exigências do Fundo Monetário Internacional para a liberação de um novo empréstimo vão transformar a Argentina em um novo Afeganistão.
Em entrevista a uma rádio local, Solá disse: "Que querem da Argentina? Querem levá-la a ser um país absolutamente fora do sistema? Querem que a Argentina seja a Albânia ou o Afeganistão?"
Ontem, o diretor-gerente do FMI, Horst Koehler, disse que "não há saída sem sofrimento" para a Argentina. Além disso, a vice-diretora, Anne Krueger, disse que o empréstimo de US$ 15 bilhões lhe parece "muito alto".
Solá afirmou que a Argentina "não tem nenhuma possibilidade" de atender à exigência do FMI de elaborar um plano econômico "sustentável" sem que lhe seja concedida uma ajuda financeira "especial para sair da crise".
O governador também afirmou que a situação argentina é muito pior do que a do México em 1994, quando aquele país recebeu US$ 44 bilhões do Fundo.
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