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Dinheiro
16/05/2008 - 09h17

Ministros do Bric marcam reunião entre autoridades de áreas econômicas

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da Efe, em Moscou

Brasil, Rússia, Índia e China, países que formam o chamado grupo Bric de grandes economias emergentes, concordaram nesta sexta-feira em preparar uma reunião entre seus ministros de Finanças e Economia.

O anúncio foi feito pelo chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, depois de se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim; e os chanceleres chinês, Yang Kiechi, e indiano, Pranab Mukherjee, na cidade russa de Jekaterinburg (na região dos montes Urais, a leste de Moscou).

Lavrov anunciou que o próximo contato dos chanceleres do grupo ocorrerá durante a 63ª Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, enquanto a próxima reunião independente será realizada no ano que vem na Índia.

O chefe da diplomacia russa ressaltou o fato de que este terceiro encontro ministerial do grupo será realizado pela primeira vez de forma independente, e não no marco de algum fórum internacional, no que viu "uma prova da nova qualidade do diálogo".

AP
Ministros dos Bric marcam encontro
Ministros dos Bric marcam encontro

"Trata-se de uma iniciativa do Brasil que todos apoiamos", disse Lavrov, que afirmou que Moscou concede uma grande importância ao diálogo no marco do grupo Bric, segundo a agência Interfax.

De acordo com Lavrov, "o formato Bric não é algo inventado, mas fruto da vida própria, pois em grande medida são os elevados ritmos de crescimento econômico dos países do grupo que garantem o desenvolvimento estável da economia mundial".

"Agora, quando tanto se fala de reformar a arquitetura financeiro-econômica global, temos muitos assuntos a debater dentro do grupo, incluindo a defesa de nossos interesses comuns", destacou.

Por outra parte, o ministro russo considerou "artificial" a colocação de uma possível ampliação do Bric e da possível fusão deste grupo com a associação trilateral Rússia-China-Índia, cujos ministros realizaram em Jekaterinburg uma reunião à parte.

"Rússia, Índia e China compartilham a mesma região do mundo, participam do trabalho das organizações da região da Ásia e do Pacífico, portanto é lógica a aparição desse formato de diálogo entre as três grandes potências regionais", explicou. Por sua parte, "o grupo Bric se criou da mesma forma natural, como uma associação dos países cujas economias representam o maior crescimento", acrescentou.

"Neste mundo globalizado, temos muitos interesses conjuntos, ao qual se acrescenta a coincidência de nossas posições em relação à situação no mundo e às relações internacionais", concluiu Lavrov.

Comentários dos leitores
J. R. (302) 17/06/2009 15h08
J. R. (302) 17/06/2009 15h08
No grupo "Bric" o Brasil é o único a não possuir armamento nuclear, ficando "no mato sem cachorro". Propondo a cesta de moedas e não utilização do dólar como moeda de troca pode ser mais um erro, indo de encontro aos interesses de China e Rússia, que querem o Yuam e o Rublo como moeda de referência. Ora, todos os quatro países tem suas reservas dolarizadas, então estão na mão dos EUA que é o grande gestor, como abrir mão dessa moeda de troca? Há uma incoerência. O Presidente da AIEA El Baradei afirmou que com bomba nuclear a Coréia do Norte pode ir para a mesa de negociação, e que o Iraque de Sadam Russein por não tê-la foi pulverizado (na verdade só tinha traidores a sua volta). Baradei está a 21 anos como diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), até agora não houve consenso para substituí-lo, por isso talvez tenha dado essa declaração "bombástica" mas verdadeira, a despeito dele ser um egípcio muçulmano. É mais uma das pérolas que podem ser úteis, enquanto alguns preferem ver Obama esmagando moscas no Youtube, pensando talvez em um modo de esmagar os inimigos dos EUA. O caminho para que o Brasil tenha capacidade de dissuasão depende inicialmente em adquirir capacidade potencial bélica, depois será necessária a árdua tarefa de mudar a constituição que ainda não foi nem totalmente regulamentada, por falta de condições para se cumprir suas cláusulas impossíveis. O investimento na Educação de nível superior gratuita para todos é o caminho. sem opinião
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O Lula foi infeliz em muitas ocasiões, mas diante do PM Britânico ele exagerou, ele insultou o branquelo de olho azul na cara, acho que ele escurregou na linguagem feio, deu a impressão de que era o Hugo Chavez barbudo falando as asneiras de sempre. Ora, seu Lula, por favor, não chute a bunda dos convidados, especialmente, de um PM britânico que sorriu amarelo como se não entendesse o que acabara de ouvir do interprete. 9 opiniões
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Saulo Mundim Lenza (415) 19/02/2009 20h06
Saulo Mundim Lenza (415) 19/02/2009 20h06
Lula o bonzinho mais uma vez afinou.
Alias o molusco afina sempre.
Só é machão para ferrar os brasileiros.
Palhaço idiota.
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