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Dinheiro
16/05/2008 - 17h33

Bovespa fecha em alta de 1,78% e acumula oito recordes no ano

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A expectativa pela promoção do Brasil para grau de investimento, desta vez, pela agência Fitch, empurrou a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) para o seu oitavo recorde consecutivo neste ano, ignorando o dia negativo das Bolsas americanas.

O Ibovespa, principal índice de ações, teve avanço de 1,78%, para os 72.766 pontos, nível recorde. O giro financeiro foi de R$ 6,86 bilhões. Em 2008, até o pregão de hoje, a Bolsa acumula ganho de 13,9%.

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,642 na venda, a menor cotação desde janeiro de 1999, o que representa um declínio de 0,84% no dia. A taxa de risco-país atinge 201 pontos, uma retração de 4,20%.

"O mercado espera a qualquer momento que a agência Fitch anuncie a promoção do Brasil a bom pagador [grau de investimento]", afirma Roberto Moraes, gerente da corretora Advanced (ex-Action).

Na Europa, as principais Bolsas de Valores concluíram os negócios com valorização, puxadas pelas ações do setor petrolífero. Em Londres, o índice FTSE avançou 0,84%, o índice alemão Dax subiu 1,07% enquanto o francês Cac teve alta de 0,41%. Nos EUA, o índice Dow Jones registrou leve queda 0,05%.

Entre as principais notícias do dia, o Departamento do Comércio dos EUA revelou que a construção de imóveis residenciais aumentou 8,2% em abril, para 1,03 milhão de unidades, acima das expectativas de 940 mil unidades projetada por analistas do setor financeiro.

Sondagem da Universidade de Michigan revelou que a confiança do consumidor americano na economia do país atingiu o menor nível desde junho de 1980. O índice de opinião pública, preparado pela universidade, caiu para 59,5 pontos neste mês, contra 62,6 no mês passado. O resultado ficou abaixo das previsões dos analistas, que estimavam o índice em 61 pontos.

Ontem à noite, o FMI (Fundo Monetário Internacional) avaliou como positiva a criação do fundo soberano e comunicou ter expectativas de que 'pelo menos mais uma' agência internacional de classificação de risco conceda o grau de investimento para o país ainda esse ano.

Comentários dos leitores
J A (51) 04/07/2009 01h12
J A (51) 04/07/2009 01h12
Preparem-se para uma queda ainda maior do dolar...se saiu $1 Bi e o dolar ainda esta a R$1.95, quando comecar a entrar dolar denovo o preco vai pro chao...
Eh simples, qd o dolar sai os investimentos em reais tem que ser convertidos pra dolar, isso aumenta a demanda por dolar e consequentemente aumenta o preco da moeda....quando o dolar entra eh o contrario, alguem tem que vender dolar pra pegar reais p/ investir no Brasil...qd os investimentos voltarem o dolar pra pra perto do R$1...acho que por final de 2010.
Exportadores que se segurem.
sem opinião
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carlos silva (1) 02/07/2009 20h41
carlos silva (1) 02/07/2009 20h41
O pior da crise já passou, frase escrita por comentarista econômico em maio de 2008.
A crise será revertida e no ano que vem o Brasil deve voltar a crescer economicamente, frase dita esse mês por vários economistas.
A crise chegou ao fim e a economia se estabiliza, apesar que permanecer em patamres baixos, frase dita essa semana por alguns economistas.
Numa parafrase, em tempos de crise econômica a primeira vítima econômica é a verdade.
4 opiniões
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Ronaldo Pignataro (55) 30/06/2009 16h08
Ronaldo Pignataro (55) 30/06/2009 16h08
Não sei dizer quais são os processos cerebrais e químicas resultantes que fazem com que as pessoas vejam "coisas", ou resumindo, o princípio científico das miragens. Mas qualquer que seja ele, parece ter tomado conta de muitos, e Brasília parece deter um dos focos do que pode virar uma pandemia grau máximo em pouco tempo.
O que acontece é, o que parece, o abandono dos velhos compêndios das teorias macroeconômicas e, em seus lugares, o estudo dos livretos "O Segredo" , "A lei da Atração" , "O Universo Conspira a Seu Favor" e outros do mesmo calibre, adotados, agora, com maestria, pelas autoridades que ditam os destinos da economia nesse país.
Não sou contra ao otimismo e nem à teoria da predisposição positiva na boa influência dos acontecimentos, mas o que se vê é uma distorção grotesca da realidade, a negação dela ou da cegueira diante de fatos que lhes batem na cara.
Quantas vezes, por exemplo, o "pior já passou"?
E a "estabilização da queda"?, alguém já ouviu falar em queda estável? Vi essa invenção na Folha On Line, mas tiraram a matéria do ar antes que eu pudesse copiá-la, ou exibir aqui o link. A realidade é que o ritmo de piora permanece inalterado ou o fundo do poço mais embaixo, nada de estabilidade.
"A minha posição é de que nós precisamos transformar isso em uma política permanente", disse Lula. Disse isso a respeito da política de redução de IPI para os veículos, mas falta pouco para esse governo assumir que a política é a arte de bem governar as elites e não os povos, que a provisão de recursos é infinita, e que o futuro um mundo em que todos teriam quatro rodinhas, mais redondas as dos chineses, e as nossas mais ovais.
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