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Dinheiro
17/05/2008 - 17h53

Lula ironiza debate da Europa sobre crise alimentar

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da France Presse, em Lima (Peru)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou neste sábado o debate da Europa e dos países desenvolvidos sobre a crise alimentar, a conservação da Amazônia e as críticas aos biocombustíveis, dos quais o Brasil é líder mundial.

"Agora [dizem que] somos responsáveis pelo aumento do preço dos alimentos. Porém, ontem [na 5ª Cúpula de países da América Latina, Caribe e União Européia] não vi nenhum europeu falar sobre o [impacto no preço dos alimentos do] petróleo. É a vaca sagrada. Passa de 30 a 124 dólares e não há crítica", afirmou Lula.

"Querem dizer que a culpa é do biodiesel, mas ninguém produz biodiesel, o biodiesel é uma invenção extraordinária que no momento só o Brasil produz", prosseguiu, antes de acrescentar que a produção mundial de biocombustíveis é muito pequena em comparação a qualquer combustível.

"Na questão ambiental, estou vendo uma preocupação extraordinária com a Amazônia. Todos falam de preservar a Amazônia, mas ninguém quer discutir a qualidade de vida do povo que vive na Amazônia", disse.

"O mundo desenvolvido fala de muito dinheiro, de créditos de carbono. Entretanto, este dinheiro vem muito lentamente e a sobrevivência de nosso povo exige pressa", acrescentou.

Na semana passada, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão, depois de prolongadas divergências com membros do governo Lula. Isto coincidiu com um aumento sensível do desmatamento na Amazônia nos últimos meses.

Lula fez as declarações ao abrir um fórum de empresários Brasil-Peru em Lima, um dia depois de participar da Cúpula de países da América Latina, Caribe e União Européia, onde um dos principais temas foi o meio ambiente e energia, mas que também abordou os biocombustíveis e a crise alimentar.

Comentários dos leitores
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
Vejam bem politicos e corruptos, não tem diferença,essa merkel está de olho só no nosso petroleo e nada mais, pois quem tocou no assunto de bio combustiveis foi olulala e não ela ela não quer nem saber....disso... sem opinião
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Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
28 opiniões
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