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Dinheiro
19/05/2008 - 12h24

UE pede reforma para potencializar oferta de alimentos

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da Efe, em Bruxelas

Um grupo de países da UE (União Européia) liderado pela Espanha pediu uma reforma na PAC (Política Agrícola Comum) do bloco para favorecer a oferta local de alimentos, frente à atual escassez e aos preços em alta. Também defenderam reforçar a ajuda a países em desenvolvimento para que reforçem a produção.

Os ministros de Agricultura dos países-membros debateram sobre as medidas para reduzir a falta de alimentos e o consequente encarecimento dos produtos em escala global que vêm ocorrendo nos últimos meses.

A discussão ocorre às vésperas da divulgação pela CE (Comissão Européia, braço executivo da UE) apresente uma revisão à PAC. Esses países querem que essa revisão traga mudanças que garantam a oferta de alimentos e matéria-prima agrícola.

Por esse motivo, países como Espanha e França pedem para que a PAC seja reforçada. Já países mais liberais, como Suécia e Inglaterra, defendem uma maior abertura para as importações de alimentos no âmbito da Rodada Doha da OMC (Organização Mundial de Comércio).

As propostas da CE para a PAC incluem medidas para compensar a alta dos alimentos, como o fim das cotas leiteiras, a supressão dos benefícios para a produção de matéria-prima para biocombustíveis e a criação de incentivos para que esses biocombustíveis sejam elaborados com restos de produtos não-procecentes de cultivos de alimentos.

A comissária européia de Agricultura, Mariann Fischer Boel, disse que os preços atingiram um teto e que, mesmo que continuem altos, terão uma pressão menor em casos como os dos cereais e do leite.

Ela disse ainda que, além da revisão da PAC, a CE deve aprovar um documento com "respostas" à atual alta no preço dos alimentos.

O otimismo de Mariann não é compartilhada por diversos países da UE, que dizem que uma revisão da PAC pode colocar em risco a oferta de alimentos no bloco. Eles se referem à previsão contida na revisão de cortar subsídios com o objetivo de reforçar outras políticas rurais e de trocar o pagamento dos subsídios da atual produção pela área total de plantação. Para esses países, essa última proposta não incentiva que os agricultores tenham altos índices de produtividade.

Comentários dos leitores
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
Vejam bem politicos e corruptos, não tem diferença,essa merkel está de olho só no nosso petroleo e nada mais, pois quem tocou no assunto de bio combustiveis foi olulala e não ela ela não quer nem saber....disso... sem opinião
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Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
28 opiniões
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