Clima econômico mundial piora neste trimestre, aponta instituto alemão
da Efe, em Frankfurt
O clima econômico mundial piorou no segundo trimestre de 2008, atingindo o nível mais baixo dos últimos seis anos, sobretudo nos Estados Unidos, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica alemão (IFO). O ICE (Índice de Clima Econômico) mundial retrocedeu no segundo trimestre até 81,4 pontos, frente aos 90,4 pontos dos três primeiros meses do ano.
A baixa aconteceu por causa de uma avaliação desfavorável da situação econômica atual, e também por uma revisão das expectativas para os próximos seis meses.
O IFO realizou a pesquisa em abril, entre 1.002 analistas de 92 países, e em cooperação com a Câmara de Comércio de Paris (ICC).
A piora do clima econômico mundial voltou a afetar sobretudo a América do Norte e a Europa Ocidental, disse o presidente do instituto alemão, Hans-Werner Sinn.
"O maior retrocesso do clima econômico aconteceu nos EUA, por uma piora da avaliação da situação da economia atual", afirmou.
Na Europa Ocidental, as quedas mais fortes do clima econômico ocorreram em França, Itália e Espanha.
Inflação
Os analistas consultados previram uma taxa de inflação de 3,5% nos EUA, e de 2,9% na Europa Ocidental para o conjunto do ano de 2008.
Ao mesmo tempo, a maior parte prevê que as taxas de juros a longo prazo aumentarão a um ritmo moderado nos próximos seis meses.
Consideraram ainda que o dólar e, em menor medida, o iene japonês estão subvalorizados, enquanto o euro está supervalorizado.
Além disso, os analistas prevêem que o dólar manterá sua tendência de enfraquecimento ao longo dos próximos seis meses.
América Latina
Resultado da mesma pesquisa, a FGV (Fundação Getulio Vargas) informou que o cenário econômico para o Brasil apresentou uma ligeira melhora entre janeiro e abril deste ano, devido a uma melhora na avaliação da situação atual do país e à estabilidade nas expectativas.
O ICE (Índice de Clima Econômico) para o Brasil subiu de 6,4 pontos para 6,5 pontos. Para a América Latina, no entanto, o indicador caiu de 5,2 para 4,9 pontos entre janeiro e abril, ficando abaixo da média dos últimos dez anos (5,1 pontos).
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