Dinheiro
20/05/2008 - 12h16

Gasto com alimentação contribui para inadimplência em SP, indica Fecomercio

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da Folha Online

Os gastos com alimentação foram as despesas que mais contribuíram para a inadimplência do consumidor paulistano em maio. Segundo pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), divulgada nesta terça-feira, 18% apontaram o item como o que mais afetou as dívidas atuais, seguido por eletrodomésticos (16%) e vestuário (15%).

Conforme o levantamento, no entanto, o nível de inadimplência dos consumidores em São Paulo ficou em 31% em maio, três pontos percentuais abaixo do apurado no mês anterior e 12 pontos percentuais inferior ao mesmo período de 2007, quando foi de 43%. Já o nível de endividamento ficou praticamente estável neste mês, em 50% (ante 49% em abril). Em relação a igual mês no ano passado, o indicador caiu dez pontos percentuais.

A pesquisa aponta que a maior parcela de inadimplentes (consumidores com contas em atraso) está entre os que ganham até três salários mínimos (42%), seguida pelos que ganham de três a dez salários (30%). Os consumidores com renda acima de dez salários representam 19%.

Quanto aos consumidores endividados, há mais paulistanos na faixa de rendimentos de três a dez salários mínimos (58%) do que os que ganham até três salários (55%). O índice fica em 35% para os que ganham acima de dez salários mínimos.

"A consistente expansão da massa real de rendimentos, principalmente da renda combinada com a maior eficiência das ferramentas de concessão e gestão de carteiras de crédito, tem impedido que o aumento do endividamento das famílias atinja elevados níveis de inadimplência", informou a Fecomercio.

Na análise do comprometimento da renda para o pagamento de dívidas em maio, o índice apresentou queda de um ponto percentual, aos 31%. A pesquisa mostra ainda que 71% dos consumidores declararam a intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso, contra 72% em abril.

Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é no período de 3 meses a 1 ano (45%). O restante divide-se entre os períodos de até 3 meses (29%) e mais de 1 ano (25%).

Quanto ao tempo de atraso das dívidas, para 31% dos consumidores o prazo é de até 30 dias, enquanto que para 28% é de 30 a 60 dias. Já para 14% o atraso é de 60 a 90 dias e para os outros 27%, o tempo de atraso das dívidas são superiores a 90 dias.

Falta de controle

A falta de controle financeiro foi apontado como o principal motivo para inadimplência por 43% dos consumidores, seguido pelo desemprego (25%). O cartão de crédito é a maior fonte de dívidas, segundo 55% dos consumidores, seguido pelos carnês (20%).

No comparativo por sexo, as mulheres encontram-se mais endividadas que os homens (52% e 47% respectivamente). Quando o assunto é inadimplência, as mulheres também estão à frente dos homens (33% e 29% respectivamente).

Já na análise segmentada por faixa etária, os consumidores com idade inferior a 35 anos estão mais endividados (52%), enquanto os com idade superior registraram 47%. Em relação à inadimplência é maior entre os consumidores acima de 35 anos (33%), contra os mais jovens (30%).

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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