Gasto com alimentação contribui para inadimplência em SP, indica Fecomercio
da Folha Online
Os gastos com alimentação foram as despesas que mais contribuíram para a inadimplência do consumidor paulistano em maio. Segundo pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), divulgada nesta terça-feira, 18% apontaram o item como o que mais afetou as dívidas atuais, seguido por eletrodomésticos (16%) e vestuário (15%).
Conforme o levantamento, no entanto, o nível de inadimplência dos consumidores em São Paulo ficou em 31% em maio, três pontos percentuais abaixo do apurado no mês anterior e 12 pontos percentuais inferior ao mesmo período de 2007, quando foi de 43%. Já o nível de endividamento ficou praticamente estável neste mês, em 50% (ante 49% em abril). Em relação a igual mês no ano passado, o indicador caiu dez pontos percentuais.
A pesquisa aponta que a maior parcela de inadimplentes (consumidores com contas em atraso) está entre os que ganham até três salários mínimos (42%), seguida pelos que ganham de três a dez salários (30%). Os consumidores com renda acima de dez salários representam 19%.
Quanto aos consumidores endividados, há mais paulistanos na faixa de rendimentos de três a dez salários mínimos (58%) do que os que ganham até três salários (55%). O índice fica em 35% para os que ganham acima de dez salários mínimos.
"A consistente expansão da massa real de rendimentos, principalmente da renda combinada com a maior eficiência das ferramentas de concessão e gestão de carteiras de crédito, tem impedido que o aumento do endividamento das famílias atinja elevados níveis de inadimplência", informou a Fecomercio.
Na análise do comprometimento da renda para o pagamento de dívidas em maio, o índice apresentou queda de um ponto percentual, aos 31%. A pesquisa mostra ainda que 71% dos consumidores declararam a intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso, contra 72% em abril.
Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é no período de 3 meses a 1 ano (45%). O restante divide-se entre os períodos de até 3 meses (29%) e mais de 1 ano (25%).
Quanto ao tempo de atraso das dívidas, para 31% dos consumidores o prazo é de até 30 dias, enquanto que para 28% é de 30 a 60 dias. Já para 14% o atraso é de 60 a 90 dias e para os outros 27%, o tempo de atraso das dívidas são superiores a 90 dias.
Falta de controle
A falta de controle financeiro foi apontado como o principal motivo para inadimplência por 43% dos consumidores, seguido pelo desemprego (25%). O cartão de crédito é a maior fonte de dívidas, segundo 55% dos consumidores, seguido pelos carnês (20%).
No comparativo por sexo, as mulheres encontram-se mais endividadas que os homens (52% e 47% respectivamente). Quando o assunto é inadimplência, as mulheres também estão à frente dos homens (33% e 29% respectivamente).
Já na análise segmentada por faixa etária, os consumidores com idade inferior a 35 anos estão mais endividados (52%), enquanto os com idade superior registraram 47%. Em relação à inadimplência é maior entre os consumidores acima de 35 anos (33%), contra os mais jovens (30%).
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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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