Desemprego cai para 8,5% em abril, menor taxa para o mês da série do IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Atualizado às 10h24
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil caiu para 8,5% em abril, ficando praticamente estável em relação aos 8,6% verificados no mês anterior, informou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a abril do ano passado, o índice recuou 1,6 p.p. (ponto percentual). A taxa é a menor para um mês de abril, desde o início da série histórica, em 2002.
Para o instituto, a variação sobre o mês anterior não é estatisticamente significativa.
O contingente de desocupados totalizou 1,991 milhões de pessoas no total das regiões pesquisadas. Isso indica queda de 13,9% na comparação com abril do ano passado, e é praticamente estável em relação a março.
O número de empregados com carteira assinada cresceu 1,5% em relação a março, somando 9,5 milhões. Em relação a abril de 2007, houve acréscimo de 9,9%.
A população ocupada somou 21,4 milhões, praticamente estável em relação a março, e 4,3% superior ao constatado em abril de 2007.
Já o rendimento médio real dos trabalhadores ocupados aumentou 1% em relação a março, ficando em R$ 1.208,10. Na comparação com abril de 2007, houve expansão de 9,9%.
Nas regiões metropolitanas, a maior taxa de desemprego, em abril, foi verificada em Salvador, que ficou em 11,9%, variação de 0,9 p.p frente ao índice de março. Em São Paulo, o desemprego ficou estável, em 9,4%. A menor taxa foi constatada em Porto Alegre, com 6,7% de pessoas desocupadas, ante 6,9% em março.
No Rio de Janeiro, a taxa de desemprego chegou a 7,1% em abril, depois de fechar março em 6,7%; em Belo Horizonte, a taxa caiu de 7,2% para 6,9%; já em Recife, 9,73% da população economicamente ativa estava desempregada em abril, ante 9,7% no mês anterior.
Na comparação com abril de 2007, houve quedas em todas as regiões, com destaque para Recife (- 2,8 p.p.), Salvador (- 2,3 p.p.), Belo Horizonte (-1,2 p.p.), São Paulo (- 2,2 p.p.) e Porto Alegre (- 1,2 p.p.).
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