Primeiro-ministro da China diz que inflação preocupa mais que terremoto
da Efe, em Pequim
O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou nesta quarta-feira que, apesar das novas incertezas criadas pelo terremoto na Província de Sichuan, a inflação continua sendo o problema econômico mais inquietante do país.
O "problema chave" atualmente é a pressão ascendente dos preços, que se une ao apertado fornecimento de carvão, eletricidade e petróleo em algumas regiões, assim como a uma relativamente grande pressão sobre o gasto fiscal, declarou o primeiro-ministro em reunião do Conselho de Estado.
A inflação na China disparou nos últimos meses arrastada pelo encarecimento dos alimentos, com índices superiores a 8% que não se registravam desde o final dos anos 80, quando nutriram a instabilidade social que desembocou no massacre da praça da Paz Celestial, em 1989.
Segundo os analistas, o tremor do último dia 12, o pior no país nos últimos 32 anos, não afetará o comércio exterior, mas piorará a inflação ao prejudicar a agricultura.
Na reunião, Wen ordenou um corte de 5% nos gastos do governo central para contribuir para um fundo de US$ 10 bilhões que serão destinados aos trabalhos de resgate, assistência e reconstrução nas áreas atingidas pelo tremor.
Além disso, o executivo congelará a aprovação de novos edifícios de escritórios para seus organismos e a compra de novos veículos.
Os prejuízos diretos causados pelo terremoto em Sichuan chegam a mais de US$ 9,5 bilhões, enquanto as doações, de dentro e fora do país, já somam US$ 2,29 bilhões.
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