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Dinheiro
21/05/2008 - 11h17

Lula diz a empresários que é preciso produzir mais alimentos

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EDUARDO CUCULO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira a empresários do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão) que é preciso encontrar formas de aumentar a produção de alimentos diante do aumento de consumo no país.

O relato da conversa de Lula com os empresários foi feito pelo ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), que também participou do encontro.

"O consumo aumentou, então é preciso encontrar mecanismos para que se produza mais alimentos, estímulos para que se produza mais comida", afirmou o ministro.

O presidente também disse que é preciso defender a produção nacional de biocombustíveis, que vem sendo atacada pelos países europeus. "Precisamos enfrentar esse preconceito e abrir novas fronteiras [agrícolas]", afirmou Múcio.

Rotas aéreas

Lula ainda pediu aos empresários que encontrem uma forma de aumentar as rotas comerciais aéreas para países da África, da América do Sul e de outros continentes para os quais não há vôos diretos.

O presidente não falou sobre a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que deve ser proposta pelo Congresso para financiar a emenda 29, que amplia a destinação de receitas para a Saúde. Mas disse que o governo está preocupado com a questão.

Disse também que o fim da CPMF não teria sido repassado para o consumidor e afirmou que o aumento da arrecadação não pode financiar esses gastos. Segundo Lula, em um momento de queda no recolhimento de impostos, o governo ficaria sem ter como financiar essa área.

Comentários dos leitores
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
Vejam bem politicos e corruptos, não tem diferença,essa merkel está de olho só no nosso petroleo e nada mais, pois quem tocou no assunto de bio combustiveis foi olulala e não ela ela não quer nem saber....disso... sem opinião
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Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
28 opiniões
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