Renda média do trabalhador é a maior desde outubro de 2002
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O rendimento médio real do trabalhador em abril, que ficou em R$ 1.208,10, foi o maior desde outubro de 2002 (quando foi de R$ 1.224,48). Para um mês de abril, o valor é o maior desde 2003, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O responsável pela Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo, lembrou que o rendimento médio de abril é o 9º maior da série histórica, iniciada em março de 2002.
Na comparação com março, o rendimento médio do trabalhador subiu 1%. Apesar de os índices do emprego estarem mais favoráveis do que em 2002, o trabalhador ainda não recuperou o nível de ganho daquela época. O rendimento médio recorde foi constatado em julho de 2002, quando chegou a R$ 1.274,03.
A recuperação do rendimento do trabalhador em abril deste ano foi influenciada pelos resultados do Rio e Recife, que aumentaram, respectivamente, 5,4% e 7,7% em relação a março. Em São Paulo, no entanto, houve variação negativa de 0,2% nesse indicador.
"O resultado de São Paulo pode ser explicado pela maior formalização do emprego no setor privado. Como há mais pessoas com carteira assinada, os rendimentos caem um pouco", afirmou Azeredo.
O rendimento médio do trabalhador no setor privado caiu 0,5%, ficando em R$ 1.139,40. Já os trabalhadores por conta própria tiveram renda média de R$ 1.036,90, 1,7% acima do verificado em março.
Desemprego
Segundo divulgou o IBGE nesta quarta-feira, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou praticamente estável em abril, em 8,5% ante os 8,6% verificados em março. A taxa é a menor para um mês de abril, desde o início da série histórica, em 2002. Em relação a abril do ano passado, o índice recuou 1,6 p.p. (ponto percentual).
O contingente de desocupados totalizou 1,991 milhões de pessoas no total das regiões pesquisadas. Isso indica queda de 13,9% na comparação com abril do ano passado, e é praticamente estável em relação a março.
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