Emprego formal no país atinge recorde em abril, informa IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O nível de emprego formal no país em abril é recorde para a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2002. Em abril, 54,9% da população ocupada tinha carteira assinada, acima dos 54,6% verificados em março deste ano.
O recorde consolida o processo de formalização que vem sendo notado, principalmente no último ano. Em abril de 2007, 52,7% dos trabalhadores eram empregados registrados em carteira de trabalho. No início da pesquisa, em abril de 2002, esse índice não passava dos 51,6%.
O emprego formal engloba os trabalhadores do setor privado com carteira assinada, militares e funcionários públicos.
O coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, disse que os contratos terceirizados têm sido os principais responsáveis pelo aumento do número de empregos formais. Juntamente com as contratações feitas por instituições financeiras e de imobiliárias, a prestação de serviços a empresas vem resultando em um incremento das contratações pela carteira de trabalho.
"São vários fatores, mas a contratação de serviços é o principal. O aumento da fiscalização também é outro elemento significativo e que vem tendo influência no nível de trabalhadores com carteira assinada", afirmou Azeredo.
Em abril, apenas no setor privado, foram constatados 139 mil trabalhadores a mais com carteira assinada, na comparação com o mês anterior, o que significa incremento de 1,5%. Em relação ao mesmo período em 2007, foram 850 mil trabalhadores a mais, ou 9,9%.
Por outro lado, ainda no setor privado, o número de trabalhadores sem carteira caiu 1,3%, o correspondente a 35 mil trabalhadores a menos, na comparação com março. Do total da população ocupada, os trabalhadores sem carteira representaram 13,1% do total. Há um ano, esse índice chegava a 14,3%. Em abril de 2002, alcançava 15,1% do total empregado.
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