Dinheiro
21/05/2008 - 12h41

Preço do petróleo dispara e cruza a marca de US$ 132

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da Folha Online

O preço do petróleo disparou nesta quarta-feira, ultrapassando pela primeira vez a marca de US$ 132 na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês). Além da pressão da desvalorização do dólar e do temor de escassez, os investidores receberam hoje a notícia de uma queda de mais de 5 milhões de barris nos estoques dos EUA na semana passada.

O barril da commodity atingiu hoje US$ 132,08, novo recorde. Às 12h25 (em Brasília), o barril para entrega em julho (nova referência) estava cotado a US$ 131,27 (alta de 1,77% em relação ao preço do fechamento ontem, US$ 128,98). O valor de encerramento do contrato de junho ontem foi US$ 129,07.

O Departamento de Energia dos EUA divulgou hoje seu relatório de estoques, que mostrou que as reservas americanas caíram em 5,4 milhões de barris na semana passada, ficando em 320,4 milhões de barris. O dado frustrou as expectativas dos analistas, que esperavam um aumento de ao menos um milhão de barris no período.

Hoje também o barril do petróleo Brent, referência na Europa, chegou a um novo recorde, sendo cotado a US$ 129,92.

O dólar continua perdendo terreno diante de outras moedas, como o euro e o iene. A moeda americana foi negociada hoje em Tóquio a 103,25 ienes --abaixo da margem de 104 a 105 ienes da semana passada. Já o euro chegou a ser cotado a US$ 1,5750 hoje. Com o dólar mais barato em relação a outras moedas, o barril (que é negociado em dólar) fica mais barato e acessível a mais consumidores --o que aumenta a pressão da demanda.

Os esforços para combater o risco de escassez, até o momento, não têm impressionado os investidores. O presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chabik Khelil, disse nesta semana, por exemplo, que a iniciativa da Arábia Saudita, de elevar sua produção diária em 300 mil barris foi apenas simbólica. Ele ainda considerou improvável que o cartel venha a elevar sua cota de produção na reunião regular marcada para setembro.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, também disse que o aumento da produção de petróleo por parte da Arábia Saudita não é suficiente para baixar os preços. 'Nosso problema nos EUA será resolvido se apostarmos de forma exaustiva na prospecção de novas reservas nacionais, na capacidade de refinar, na promoção da energia nuclear, e se continuarmos nossa estratégia para o desenvolvimento de energias alternativas', afirmou no sábado (17).

Previsões

Na semana passada, o banco de investimentos Goldman Sachs avaliou que o barril deve chegar a US$ 141 no segundo semestre deste ano, citando "estreitas condições de fornecimento" e que as tendências para os preços "continuam a ser de alta". Neste mês o banco já havia previsto que espera o barril de petróleo deve chegar a US$ 200 nos próximos dois anos, como parte de uma disparada provocada por dificuldades na ampliação da oferta mundial do produto.

Hoje o secretário-geral da Opep, Abdalla Salem el Badri, pediu a cooperação de todos os atores do mercado mundial de petróleo para interromper a volatilidade dos preços do petróleo. Ele também afirmou que escalada atual do preço desta commodity não está relacionada a uma escassez de oferta.

Segundo informação da Opep em comunicado divulgado hoje em Viena, El Badri expressou sua "preocupação pela volatilidade" do preço do petróleo em um encontro que manteve com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

"O mercado de petróleo permanece bem abastecido, com as reservas armazenadas da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] acima da média dos últimos cinco anos", disse El Badri.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
O que me intriga nessa história toda de energia limpa, não é outra coisa senão algumas nações teimarem em "queimar" combustíveis fósseis, possibilitando o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, elevando o alargamento, provocando o efeito estufa, da camada de ozônio, etc., etc. Se querem "limpar" o mundo, que pesquisem e utilizem, urgentemente, os biocombustíveis, a energia solar e a eólica. É um verdadeiro paradoxo. sem opinião
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O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
Preço do petróleo tem forte recuo com alta do dólar...
Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Essa declaração do Aécio só vem confirmar a grande admiiração que tem pelo Presidente Lula. Ele que já havia dito assim ;
EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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