Preço do petróleo dispara e cruza a marca de US$ 132
da Folha Online
O preço do petróleo disparou nesta quarta-feira, ultrapassando pela primeira vez a marca de US$ 132 na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês). Além da pressão da desvalorização do dólar e do temor de escassez, os investidores receberam hoje a notícia de uma queda de mais de 5 milhões de barris nos estoques dos EUA na semana passada.
O barril da commodity atingiu hoje US$ 132,08, novo recorde. Às 12h25 (em Brasília), o barril para entrega em julho (nova referência) estava cotado a US$ 131,27 (alta de 1,77% em relação ao preço do fechamento ontem, US$ 128,98). O valor de encerramento do contrato de junho ontem foi US$ 129,07.
O Departamento de Energia dos EUA divulgou hoje seu relatório de estoques, que mostrou que as reservas americanas caíram em 5,4 milhões de barris na semana passada, ficando em 320,4 milhões de barris. O dado frustrou as expectativas dos analistas, que esperavam um aumento de ao menos um milhão de barris no período.
Hoje também o barril do petróleo Brent, referência na Europa, chegou a um novo recorde, sendo cotado a US$ 129,92.
O dólar continua perdendo terreno diante de outras moedas, como o euro e o iene. A moeda americana foi negociada hoje em Tóquio a 103,25 ienes --abaixo da margem de 104 a 105 ienes da semana passada. Já o euro chegou a ser cotado a US$ 1,5750 hoje. Com o dólar mais barato em relação a outras moedas, o barril (que é negociado em dólar) fica mais barato e acessível a mais consumidores --o que aumenta a pressão da demanda.
Os esforços para combater o risco de escassez, até o momento, não têm impressionado os investidores. O presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chabik Khelil, disse nesta semana, por exemplo, que a iniciativa da Arábia Saudita, de elevar sua produção diária em 300 mil barris foi apenas simbólica. Ele ainda considerou improvável que o cartel venha a elevar sua cota de produção na reunião regular marcada para setembro.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, também disse que o aumento da produção de petróleo por parte da Arábia Saudita não é suficiente para baixar os preços. 'Nosso problema nos EUA será resolvido se apostarmos de forma exaustiva na prospecção de novas reservas nacionais, na capacidade de refinar, na promoção da energia nuclear, e se continuarmos nossa estratégia para o desenvolvimento de energias alternativas', afirmou no sábado (17).
Previsões
Na semana passada, o banco de investimentos Goldman Sachs avaliou que o barril deve chegar a US$ 141 no segundo semestre deste ano, citando "estreitas condições de fornecimento" e que as tendências para os preços "continuam a ser de alta". Neste mês o banco já havia previsto que espera o barril de petróleo deve chegar a US$ 200 nos próximos dois anos, como parte de uma disparada provocada por dificuldades na ampliação da oferta mundial do produto.
Hoje o secretário-geral da Opep, Abdalla Salem el Badri, pediu a cooperação de todos os atores do mercado mundial de petróleo para interromper a volatilidade dos preços do petróleo. Ele também afirmou que escalada atual do preço desta commodity não está relacionada a uma escassez de oferta.
Segundo informação da Opep em comunicado divulgado hoje em Viena, El Badri expressou sua "preocupação pela volatilidade" do preço do petróleo em um encontro que manteve com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
"O mercado de petróleo permanece bem abastecido, com as reservas armazenadas da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] acima da média dos últimos cinco anos", disse El Badri.
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Livraria
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Somente a nossa gasolina e o nosso jet fuel são de baixa qualidade. A gasolina tem muito álcool e tem muito enxofre. A querosene muito enxofre. Adulteram mais a gasolina do que o álcool... muito dessa percepção vem da capital de SP, solvente é adicionado. Enxofre reage com vapor de água e forma acido sulfúrico. O solvente degrada a borracha e forma acumulo nas velas de ignição... ou bicos injetores.
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Nesse ponto, concordo com ele.
O Brasil, não chegará a este ponto...
Antes disso, se nada for feito, o Brasil sucumbirá á corrupção, e aos políticos inúteis que dia a dia acabam com todos os patrimônios nacionais.
Portanto, temos antes outras "maldições" maiores para nos preocuparmos.
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