Fraude do Société Générale pode ter participação de superiores, diz relatório
da France Presse, em Paris
Um relatório interno do banco francês Société Générale sobre o rombo financeiro supostamente provocado por apenas um de seus corretores, Jerome Kerviel, implica os superiores do funcionário, afirma o jornal "International Herald Tribune", horas antes da publicação oficial do documento.
A auditoria interna feita pelo banco, supervisionada pela PriceWaterhouseCoopers, foi encomendada pelo comitê especial criado para explicar o escândalo, que custou ao ao Société Générale 4,9 bilhões de euros (US$ 7,7 bilhões).
Segundo o jornal, o relatório responsabiliza, sem citar os nomes, dois superiores diretos de Kerviel, mas isenta os chefes dos mesmos.
"O que o relatório mostra claramente é que os supervisores de Jerome Kerviel não fizeram seu trabalho", declarou sob anonimato uma pessoa que já leu o documento, citada pelo "International Herald Tribune".
O Société Générale acusa Kerviel de ter provocado um prejuízo de 4,9 bilhões de de euros ao arriscar mais de 50 bilhões de euros (US$ 78,8 bilhões) sem autorização em operações de alto risco que o banco teve que desfazer.
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