Bovespa fecha em queda de 1,17%; ação da Nossa Caixa dispara 31,5%
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não escapou incólume da derrocada do cenário externo na sessão de negócios desta sexta-feira.
As fortes perdas dos papéis da Petrobras também contribuíram para a queda de hoje da Bolsa, que devolveu quase integralmente os ganhos da semana. O destaque do dia ficou por conta das ações da Nossa Caixa, que valorizaram mais de 30%.
Os investidores reagiram com euforia ao anúncio de que o Banco do Brasil pode adquirir o banco estadual paulista. "O mercado viu como um bom negócio para o Banco do Brasil e [o anúncio] também tirou um pouco da preocupação sobre o que governo paulista poderia fazer com o banco. Também não podemos esquecer que a Nossa Caixa faz parte do Novo Mercado, quer dizer, se essa operação ocorrer, vai ter o pagamento do 'tag along'", comenta Márcio Cardoso, diretor para o mercado de ações da corretora Título.
O chamado "tag along" é o prêmio que se paga aos acionistas minoritários quando ocorre a aquisição de uma empresa. Pelas regras do Novo Mercado (segmento de empresas na Bolsa), esse prêmio corresponde a, no mínimo, 80% do valor pago pelas ações integrantes do bloco de controle.
No pregão de hoje, a ação ordinária da Nossa Caixa valorizou 31,52%, para R$ 36,30, e foi alvo de R$ 190 milhões em negócios. No pico do dia, chegou a ser negociada com mais de 40% de valorização. A ação ordinária do Banco do Brasil, por sua vez, caiu 2,81%, para R$ 28,33, nesta sexta-feira.
O Ibovespa, indicador que reflete as ações mais movimentadas, recuou 1,17%, para os 71.451 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,80 bilhões, abaixo da média do mês (R$ 7,2 bilhões), devido ao feriado e a proximidade do final de semana.
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,660, em alta de 0,12%. A taxa de risco-país marca 212 pontos, número 4,43% superior à pontuação final de ontem.
Empresas
A ação preferencial da Petrobras, com giro de R$ 1,3 bilhão, despencou 3,71%, para R$ 50,56, no pregão de hoje. "As recentes altas nas ações da Petrobras estão diretamente ligadas às atuais cotações do petróleo, que dia a dia renovam máximas", avaliou a corretora SLW, em comentário diário de mercado, que ainda menciona "rumores de que novas descobertas [...] em breve".
E mesmo a notícia de uma descoberta de petróleo na Bacia de Santos foi recebida com algumas reservas por corretoras, já que o comunicado oficial não trouxe estimativas do potencial.
O mercado de petróleo teve um dia de relativa "tranqüilidade". Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de WTI (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em julho fechou em alta de US$ 1,38, a US$ 132,19, US$ 1 a menos que o recorde de fechamento da quarta-feira (US$ 133,17).
Cena externa
Na Europa, as principais Bolsas de Valores fecharam em baixa, arrastadas pelas ações do setor de mineração. A Bolsa de Londres cedeu 1,52%, enquanto o mercado de Frankfurt caiu 1,76%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York amargou queda de 1,16%.
Entre outras notícias do dia, as vendas de residências usadas nos EUA caiu 1% em abril, em seu oitavo declínio nos últimos nove meses, segundo levantamento da NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis, na sigla em inglês). Analistas estimavam uma retração em torno de 1,6%.
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Especial


LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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