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Dinheiro
26/05/2008 - 10h16

Preço do petróleo deve continuar a subir, diz Opep

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da Folha Online

O preço do petróleo continuará a subir se não houver uma melhora no quadro de desvalorização do dólar frente a outras moedas, disse nesta segunda-feira o presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, à rádio nacional da Espanha nesta segunda-feira.

"Vamos continuar a testemunhar uma alta de preços", disse. Ele ainda afirmou que a disparada do petróleo --que na semana passada chegou a cravar o recorde de US$ 135,09 na Bolsa Mercantil de Nova York-- se deve à ação de especuladores e a problemas geopolíticos.

Às 9h58 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em julho, negociado em Nova York, estava cotado a US$ 133,18 (alta de 0,75%). Até o horário, o valor máximo atingido pelo barril era de US$ 133,46 (marca da negociação da sexta).

O barril da commodity é negociado em dólar. Com a desvalorização da moeda americana frente a outras moedas, como o euro, o barril se torna mais acessível a mais consumidores, o que pressiona a demanda.

A instabilidade em países produtores, como a Nigéria, também contribui para afetar os preços. Hoje, o Mend (Movimento para a Emancipação do Delta do Níger) assumiu a autoria de um ataque a um oleoduto da empresa Shell no sul do país, que teria deixado 11 soldados mortos. A ocorrência do ataque, no entanto, foi negada por um porta-voz militar.

Em sua declaração, os rebeldes detalharam que a ação era dirigida contra o governo nigeriano, "que durante um ano fracassou em garantir a paz, segurança e reconciliação na região do delta do Níger".

A Nigéria, maior produtora de petróleo da África, tem desdobrado milhares de tropas com a função de proteger os funcionários que trabalham nos dutos petrolíferos e nos oleodutos.

Khelil disse ainda que a Opep não irá considerar uma elevação na cota oficial de produção na reunião regular do grupo programada para setembro. "A oferta está [em um nível] mais que suficiente no mercado internacional. Os preços não são conseqüência da demanda e da oferta, eles são conseqüência da especulação", afirmou.

O presidente da Opep acrescentou que a alta do petróleo não é responsável pela desaceleração da economia mundial. "Se há uma recessão nos EUA, ela se deve à crise dos créditos 'subprime' [de alto risco]", disse.

Na sexta-feira (23), o barril fechou o dia cotado a US$ 132,19 --US$ 1 a menos que o recorde de fechamento da quarta-feira (21), US$ 133,17. A alta se deveu em parte à ação dos investidores, que se anteciparam em suas decisões de compra e venda devido ao feriado do "Memorial Day", nesta segunda-feira.

Também na sexta, a cotação do barril oscilou depois que os analistas lembraram da proximidade da temporada de ciclones no Atlântico --onde estão refinarias importantes no golfo do México.

 

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