Dinheiro
26/05/2008 - 12h35

Lula culpa subsídios nos EUA e Europa pela alta dos alimentos

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, em evento no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio, que os subsídios dados à produção agrícola nos EUA e Europa estimulam a inflação dos alimentos, cujos preços estão em alta no mundo.

Ele afirmou ainda não ver sentido que os países continuem adotando restrições à importação produtos na agricultura, o que ocorre contra países essencialmente produtores, como o Brasil.

"Só cabe aos governantes, sobretudo dos países ricos, dar uma chance ao livre fluxo mundial de grãos, proteínas e biocombustíveis. A barreira protecionista em favor dos produtores das nações ricas é, na verdade, um muro inaceitável, um muro de indiferença, que as nações desenvolvidas erguem para perpetuar a miséria das nações pobres em desenvolvimento", afirmou.

O presidente voltou a defender o uso dos biocombustíveis, afirmando que a pressão sobre a oferta de combustíveis fósseis também é um dos fatores que pressionam a inflação no mundo. Segundo Lula, essa questão pode ser sanada com a adoção do álcool e do biodiesel.

"Não é correto afirmar que os biocombustíveis contribuem para a crise dos alimentos", disse Lula, ao mencionar o lobby contra o álcool, feito pelos países desenvolvidos, só será superado com um "grande debate público".

Lula comentou também o risco da volta da pressão inflacionária no Brasil e disse que a questão é de responsabilidade de todos, não apenas do governo. Para o presidente, no fim das contas, quem sofre mais com a alta dos preços são os pobres.

Crise nos EUA

Sobre a crise de crédito nos EUA, o presidente afirmou que ainda pode afetar o crescimento da economia brasileira. Lula voltou a lembrar que o país está mais preparado para enfrentar turbulências internacionais.

Para o presidente, essa crise demonstra que os países desenvolvidos também enfrentam problemas internos. "Os emergentes assumem um papel inédito de lastro em um mar revolto", disse.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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