Dinheiro
27/05/2008 - 12h11

Para Mantega, inflação mundial de alimentos testa economia brasileira

CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira que a economia brasileira está sendo colocada a prova com a inflação mundial dos alimentos e a crise financeira internacional. Mantega reafirmou que a inflação no Brasil continua dentro do planejado e dentro da margem de tolerância da meta estipulada pelo governo.

"Estamos diante de uma inflação internacional influenciada pelos alimentos, pela alta de produtos metálicos e do petróleo. Ainda assim, temos a inflação menor do que a dos outros países emergentes", disse Mantega.

Segundo a pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, divulgada ontem (26), o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta de inflação, deve fechar o ano a 5,24%, superior aos 5,12% projetados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do centro da meta de inflação para esse ano, que é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Segundo o ministro, se os alimentos fossem retirados, a inflação nos últimos 12 meses não passaria de 3,3%. Ele ressaltou que somente os alimentos subiram 12,6% nos últimos 12 meses.

Mantega avaliou que a tendência é que o preço dos alimentos fique mais baixo. Ele lembrou, no entanto, que a influência de outros fatores, como o petróleo, vem fazendo com que o governo tome medidas para controlar a inflação, como a redução do tributo para gasolina (Cide), para trigo e pão (PIS/Cofins).

"Isso nos leva a tomar medidas para que a inflação não contagie outros setores. Mesmo com grande influência internacional, é sempre bom impedir que ela se difunda", disse.

Desaceleração

Ontem (26), em reunião nesta segunda-feira com empresários na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mantega admitiu que o Brasil passa por uma "pequena desaceleração" da economia, como parte de um processo de ajuste que deve ser "diferente no segundo semestre".

Segundo o ministro, essa situação obedece ao "forte crescimento" do ano passado, que foi de 5% segundo balanços preliminares e que pode ser mantido neste ano.

Comentários dos leitores
Edgard Almeida (1) 09/10/2008 16h16
Edgard Almeida (1) 09/10/2008 16h16
Tenho lido muitos comentários bons, com sustentação em uma lógica bem coerente, seja ela política, jornalística ou apenas um desabafo de Brasileiros que ainda acredita e muito neste nosso país.É com grande satisfação que incluo a parti de agora nesta lista que faz da critica uma prática enriquecedora e transferir na forma de pensamentos os seus anseios e conhecimentos. É sabido que algumas as respostas que ansiamos, talvez nunca chegará ao nosso conhecimento, mas o que é a informação senão o melhor forma de nos mantermos informados. Imagina na época que do mensalão do Lalau etc ..etc.. se não houvesse as noticias? A noticia é e será bem-vinda sempre e quando se fala da economia mundial. Fazendo um raciocinio simplista quando alguns economista fala, alguns até de renomados ficamos com um frio na espinha, pois nota-se na suas visões a curto prazo dividas e um futuro mais que incerto e esta duvida paira no que dizer e que se deve omitir. Neste embaralhamento cerebral pensamos no salve quem puder ..ou como diz um comandante de um navio naufragando "salve que puder" ...resumindo este é o preço que pagamos por um mundo globalizado, então, nos resta a dizer, que quanto mais sabemos mais medo temos. salve ..salva a nossa pátria amada .. sem opinião
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Prezado Luis Morgan (1) 25/09/2008 09h25,
Me parece que estamos com referenciais bastante diferenciados, afinal, no Brasil não foi sentido, o fato concreto, da variação internacional do Petróleo que saiui do patamar de menos de US$ 50.00 para mais de US$130.00. Algo que provocou rebeliões na Europa, por exemplo.
Me parece tambem que **Brasil deve sair "relativamente ileso" de crise, diz jornal "Financial Times" ("FT"). **, - http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u454143.shtml, são, por si só, fatos irrefutáveis de que o colocado, apenas e tão somente, realMENTE...
Abraços,
Plinio Marcos
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Josué Jonas De Lima (1) 02/10/2008 14h25
Josué Jonas De Lima (1) 02/10/2008 14h25
O preço dos importados vão aumentar. Ainda bem! - Isso fará com que as pessoas consumam maior quantidade de produtos nacionais.
E o Dólar mais valorizado favorece as exportações, além de desonerar a dívida pública.
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