Dinheiro
27/05/2008 - 14h20

Alta dos alimentos deve mudar formas de combater pobreza mundial, diz ONU

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da Folha Online

A alta dos preços dos alimentos não permite mais que a fome no mundo seja combatida apenas com a distribuição de alimentos baratos e isso irá exigir dos líderes mundiais encontrem novas formas de enfrentar a pobreza, disse nesta terça-feira o chefe do Ifad (Fundo Internacional da ONU para o Desenvolvimento Agrícola, na sigla em inglês), Lennart Bage.

Bage disse esperar que na próxima semana, quando ocorrer a conferência sobre a segurança alimentar mundial em Roma (Itália), a comunidade internacional reconheça que os desafios impostos pela pobreza mudaram e concordem em reverter anos de negligência em relação aos agricultores pobres.

"Eles [governos e doadores] tomaram como dados os alimentos baratos no mercado internacional. Não podemos mais fazer isso e temos de entender que se trata de um problema estrutural", disse, na noite desta segunda-feira (26).

Para ele, o período de abundância global, que durou 25 anos desde 1980, fez com que alguns países se tornassem complacentes. "Fomos induzidos à complacência, à idéia de que há comida abundante e barata à disposição", afirmou. "Muitos líderes africanos me disseram: 'Por que deveríamos usar nossos recursos escassos para a agricultura quando há comida barata e abundante disponível no mercado internacional'."

Em abril, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, disse que a alta nos preços dos alimentos já chegou ao nível de uma crise global.

Neste mês, o chefe dos conselheiros econômicos da Casa Branca, Edward Lazear, destacou alguns dos números que mostram a situação dos preços dos alimentos tanto nos EUA como nos mercados mundiais. Segundo ele, a inflação dos preços dos alimentos no mercado mundial foi de 43% nos 12 meses encerrados em março. As despesas dos americanos com alimentos foi de menos de 14% de seus gastos totais no período, enquanto na África essa proporção chegou a 43% --e entre as populações mais pobres da região da África subsaariana a proporção pode chegar a 70%.

O conselheiro da Casa Branca informou que os preços do trigo subiram 123% no período, enquanto os da soja subiram 66%; os do milho, 37%; e os do arroz, 36%. A Casa Branca considera que os altos preços dos alimentos ao redor do mundo devem persistir por mais dois ou três anos, até que os estoques mundiais consigam ser reabastecidos.

Bage disse ainda que os desafios fundamentais do crescimento da população e da elevação da demanda não desaparecerão. "Nunca em nenhum período da história tantas pessoas conseguiram deixar a pobreza quanto nos últimos 20 anos. Isso é bom, mas precisamos torná-la viável de um modo sustentável com o ambiente", disse.

Comentários dos leitores
Renato Ribeiro de Oliveira (2) 15/10/2009 19h58
Renato Ribeiro de Oliveira (2) 15/10/2009 19h58
A população mundial esta cega! pensando em quanto o mercado de ações vai ser bom, se o dólar vai cair ou subir, e esquecemos de pessoas que estão passando fome a nossa volta.
No mundo composto por 6 bilhões de pessoas, 4 bilhões passam com menos de 2 dólares por dia!
A teoria de Malthus foi quebrada, hoje à alimentos para todos, porém o excedente fica nas mãos de poucas pessoas no mundo.
O que está errado? Nada mais do que o sistema! esse sistema concentrador acaba bdneficiando poucas pessoas e excluindo a grande maioria da população. Como diz o economista chileno Max Neef: A economia esta para servir as pessoas e não o contrário.
Temos que parar com essa corrida desenfrada do excedente, e pensar numa solução justa para todos.

Renato Ribeiro de Oliveira - 4° ano de Economia - FAC FITO - Osasco - SP - Brasil.
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Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Estudos científicos divulgados ao final da década passada indicaram que se todas as nações do mundo, ao invés de aplicarem substanciais parcelas de seus respectivos Produto Interno Bruto (PIB) em materiais bélicos, que, em termos atuais, atinge a extraordinária cifra de 2.000.000.000.000US$ (dois trilhões de dólares) ao ano, em políticas públicas adequadas para o combate a essa gravíssima situação, em apenas 5 (cinco) anos seria possível não só a erradição da fome, quanto a geração de emprego e renda para todos os habitantes do planeta Terra, proporcionando-lhes, por conseguinte, uma vida digna.
É lamentável constatar, pois, de acordo com reconhece, aliás, um dos dirigentes da FAO, que a eliminação da fome e da subnutrição dependa tão-só de vontade política.
Salta à evidência, pois, que o homem está se utilizando, de forma equivocada, do livre arbítrio que o ente supremo lhe concedeu, expondo a condições sub-humanas mais de um bilhão de seus semelhantes.
É bem por isso que o Armagedon se aproxima, nisto crendo quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.
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Antonio Fouto Dias (2735) 13/10/2009 14h04
Antonio Fouto Dias (2735) 13/10/2009 14h04
Os produtores de cana que se cuidem, uma vez que, quando se iniciar a exploraçãodo pre-sal e o Brasil estiver produzindo muito mais do que sua real necessidade de consumo de petróleo, certamente, mesmo que a Petrobrás não queira, os preços do óleo diesel e da gasolina irão cair, fato que tornará o consumo de álcool não compensador, pois se o preço de ambos os combustíveis estiverem iguais ou próximos, o proprietário do veículo optará pela gasolina, pois será mais econômica.
Se agora, do jeito que está já existem problemas no setor alcooleiro, imaginem então com o preço dos combustíveis oriundos do petróleo de baixo valor.
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