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Dinheiro
27/05/2008 - 18h11

Mandelson diz que UE apóia Doha e lamenta postura da França

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da Efe, em Bruxelas

O comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, afirmou nesta terça-feira que a maioria dos países da UE (União Européia) apóia a continuação das negociações na OMC (Organização Mundial do Comércio) para completar a Rodada Doha. Ele também lamentou a postura da França, que rejeitou as últimas propostas.

Mandelson disse na Comissão de Comércio do Parlamento Europeu que "quase todos os países-membros" acreditam que os últimos textos de Genebra para a abertura dos mercados agrícola e industrial são uma base para o acordo.

O comissário expôs ontem sua opinião sobre as propostas citadas e "muitos expressaram preocupações, que eu compartilho", disse.

A França, através de sua secretária de Estado para o Comércio Exterior, Anne-Marie Idrac, afirmou que a UE oferece muitas concessões, principalmente em agricultura.

Mandelson, que negocia na OMC em nome do bloco europeu, insistiu que, no setor agrícola, a UE já tem uma visão clara dos custos e benefícios da Rodada, mas ainda espera que os Estados Unidos ofereçam um número claro de redução de seus subsídios à exportação e também exige mais transparência no âmbito das frutas e hortaliças.

Para Mandelson, a UE teve êxito neste setor.

Indústria

Na indústria, pelo contrário, o comissário vê o último documento como um ponto de partida para continuar a negociação.

Mandelson deixou claro que a UE precisa ter mais acesso a mercados no âmbito industrial para que a Rodada Doha tenha um resultado "justo e equilibrado".

O comissário apelou às economias emergentes e destacou que, apesar de a Europa não esperar plena reciprocidade, seus mercados já são bastante fortes para se transformar em concorrentes diretos.

Mandelson advertiu os países que pensam que "podem vir com as mãos vazias para a mesa de negociações", pois "voltarão da mesma forma, com as mãos vazias".

De qualquer maneira, Mandelson se mostrou confiante em conseguir avanços na reunião ministerial que a OMC quer realizar em junho em Genebra, mas insistiu que esta é "uma fase muito difícil" da negociação.

 

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