Prévia da inflação oficial, IPCA-15 fica em 0,56% em maio
da Folha Online
Atualizado às 9h23
O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) registrou alta de 0,56% em maio, ligeiro recuo em relação ao resultado de abril, quando a alta foi de 0,59%. A variação acumulada no ano ficou em 2,75%, acima do registrado no mesmo período de 2007 (1,88%).
Nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 5,25%, maior que os 4,94% referentes aos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado financeiro, que previa uma alta de 0,64%. Segundo o instituto, os produtos alimentícios mantiveram pressão sobre o índice, com alta de 1,26% em maio (pouco abaixo do resultado de abril, 1,28%). O grupo também respondeu pela metade do IPCA-15 do mês, 0,28 ponto percentual.
Os destaques entre os alimentos que subiram neste mês foram arroz (+11,94%), pão francês (+5,84%) e leite pasteurizado (+3,48%). A alimentação atingiu a maior alta na região metropolitana de Recife, com alta de 2,81%, seguida de Goiânia e Curitiba, com 2,21% e 1,99%, respectivamente. Os menores resultados foram verificados em Salvador e Fortaleza, regiões que registraram 0,50% no grupo.
Considerando o resultado do ano, a taxa de crescimento dos preços do grupo Alimentação e Bebidas chegou a 6,18%. O destaque foi o resultado da região metropolitana de Belém --onde, em comparação com dezembro de 2007, o consumidor passou a pagar mais 9,89% para se alimentar no mês de maio. São Paulo foi a região metropolitana que apresentou a menor taxa dos alimentos no ano: 4,51%.
Em relação aos produtos não alimentícios, os destaques foram os remédios (+1,73%), devido ao reajuste autorizado pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) com incidência sobre determinados produtos a partir de 9 de abril. As tarifas de serviços bancários subiram 5,28%; e os artigos de limpeza e os salários dos empregados domésticos cresceram 1,67% e 1,20%, respectivamente.
O índice mais elevado foi registrado em Recife (+1,28%), devido ao aumento de 2,81% nos preços dos alimentos, além da alta de itens como gás de cozinha (+9,07%) e energia elétrica (+1,59%). O menor resultado foi encontrado em Belo Horizonte (0,13%), influenciado pela queda de 13,92% nas contas de energia elétrica no mês, que reflete parte da redução de 17,11% nas tarifas a partir de 08 de abril.
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