Desemprego em SP tem menor taxa para mês de abril em 12 anos
da Folha Online
A dinâmica do mercado de trabalho em abril contrariou a tendência e o desemprego na região metropolitana de São Paulo se manteve praticamente estável. Segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta quarta-feira, o índice passou de 14,3% em março para 14,2% em abril --menor taxa para o mês desde 1996.
Segundo as entidades, o resultado é "atípico" para o período, já que o desemprego "usualmente cresce, devido ao maior ingresso de pessoas no mercado de trabalho movimento que ocorreu com menor intensidade neste ano".
A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país --Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo-- também ficou estável, mantendo-se em 15% em abril, a mesma taxa de março e a menor para o mês de abril desde 1998, segundo os mesmos dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego).
No mês passado, o número de postos de trabalho criados (22 mil) foi semelhante ao de pessoas que entraram no mercado de trabalho (20 mil), o que resultou na manutenção do contingente de desempregados. Já para o conjunto das regiões, o desempenho é considerado típico, segundo a Seade e o Dieese.
O total de ocupados nas seis regiões foi estimado em 16,845 milhões de pessoas e a PEA (População Economicamente Ativa), em 19,811 milhões.
A taxa de desemprego em abril cresceu no Distrito Federal (para 18,4% em abril ante 18,2% em março), em Porto Alegre (para 12% ante 11,7%) e em Recife (para 20,1% ante 19,8%). Por outro lado, a taxa caiu em Belo Horizonte (para 11,2% ante 11,4%), em Salvador (para 20,8% ante 21%) e, de maneira mais leve, em São Paulo -- de 14,3% em março para 14,2% em abril.
São Paulo
Em abril, o contingente de desempregados foi estimado em 1,488 milhão de pessoas em São Paulo. No período em análise foram criados 76 mil postos de trabalho, número semelhante ao de pessoas que entraram no mercado de trabalho da região metropolitana de São Paulo (77 mil).
No mês passado, o nível de ocupação (8,990 milhões) em São Paulo cresceu 0,9% em relação ao mês anterior (8,914 milhões).
O resultado é conseqüência do crescimento na indústria (2,5%, pelo segundo mês consecutivo) e nos serviços (1,2%). O nível de ocupação no comércio manteve-se relativamente estável (0,2%) e diminuiu 2,9% no agregado outros setores.
Renda
Entre fevereiro e março, em São Paulo, a renda dos ocupados e dos assalariados subiu pelo segundo mês consecutivo, passando para R$ 1.202 (alta de 3,8%) e R$ 1.274 (alta de 4,6%), respectivamente. Em relação ao ano passado, os rendimentos médios reais de ocupados e assalariados cresceram 2,2% e 2,5%, respectivamente.
Já no conjunto das seis regiões, em março, os rendimentos médios reais cresceram para os ocupados (1,8%) e assalariados (2,5%), para R$ 1.121 e R$ 1.205, respectivamente.
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