Dinheiro
28/05/2008 - 12h09

Crise dos alimentos pesa mais sobre 22 países, diz ONU

Publicidade

da Folha Online

A atual crise mundial dos alimentos coloca em situação particularmente perigosa 22 países, segundo relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), divulgado nesta quarta-feira.

O documento classifica esses países como vulneráveis à crise devido aos problemas de fome crônica, que são ainda forçados a importar comida e combustíveis.

A Eritréia, segundo a FAO, tem 75% de sua população sofrendo com subnutrição, seguido por Burundi (66%), ilhas Comores (60%), Tadjiquistão (56%) e Libéria (50%). O Haiti tem 46% de sua população nessa situação. Com exceção do Tadjiquistão e da Coréia do Norte, todos os outros países importam 100% do petróleo que utilizam (os dois países importam 99% e 98% respectivamente do petróleo que utilizam).

O relatório --preparado para a conferência sobre a segurança alimentar mundial em Roma (Itália), programada para a próxima semana-- diz ainda que o mundo precisa se preparar para mais aumentos expressivos e mais volatilidade no mercado mundial. "Esperamos que os líderes que vierem a Roma concordem com as medidas urgentes que são necessárias para impulsionar a produção agrícola", disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf.

A FAO considera que o encontro em Roma irá oferecer a "oportunidade histórica" de relançar a luta contra a fome e a pobreza, além de dar fôlego à produção agrícola nos países pobres.

O documento da organização ressalta a "fragilidade do equilíbrio entre o fornecimento mundial de alimentos e as necessidades das pessoas".

Veja a seguir a lista dos 22 países que podem sofrer mais os efeitos da crise mundials dos alimentos

  1. Eritréia
  2. Burundi
  3. ilhas Comores
  4. Tadjiquistão
  5. Serra Leoa
  6. Libéria
  7. Zimbábue
  8. Etiópia
  9. Haiti
  10. Zâmbia
  11. República Centro-Africana
  12. Moçambique
  13. Tanzânia
  14. Guiné-Bissau
  15. Madagáscar
  16. Malawi
  17. Camboja
  18. Coréia do Norte
  19. Ruanda
  20. Botsuana
  21. Níger
  22. Quênia
Comentários dos leitores
Renato Ribeiro de Oliveira (1) 15/10/2009 19h58
Renato Ribeiro de Oliveira (1) 15/10/2009 19h58
A população mundial esta cega! pensando em quanto o mercado de ações vai ser bom, se o dólar vai cair ou subir, e esquecemos de pessoas que estão passando fome a nossa volta.
No mundo composto por 6 bilhões de pessoas, 4 bilhões passam com menos de 2 dólares por dia!
A teoria de Malthus foi quebrada, hoje à alimentos para todos, porém o excedente fica nas mãos de poucas pessoas no mundo.
O que está errado? Nada mais do que o sistema! esse sistema concentrador acaba bdneficiando poucas pessoas e excluindo a grande maioria da população. Como diz o economista chileno Max Neef: A economia esta para servir as pessoas e não o contrário.
Temos que parar com essa corrida desenfrada do excedente, e pensar numa solução justa para todos.

Renato Ribeiro de Oliveira - 4° ano de Economia - FAC FITO - Osasco - SP - Brasil.
sem opinião
avalie fechar
Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Estudos científicos divulgados ao final da década passada indicaram que se todas as nações do mundo, ao invés de aplicarem substanciais parcelas de seus respectivos Produto Interno Bruto (PIB) em materiais bélicos, que, em termos atuais, atinge a extraordinária cifra de 2.000.000.000.000US$ (dois trilhões de dólares) ao ano, em políticas públicas adequadas para o combate a essa gravíssima situação, em apenas 5 (cinco) anos seria possível não só a erradição da fome, quanto a geração de emprego e renda para todos os habitantes do planeta Terra, proporcionando-lhes, por conseguinte, uma vida digna.
É lamentável constatar, pois, de acordo com reconhece, aliás, um dos dirigentes da FAO, que a eliminação da fome e da subnutrição dependa tão-só de vontade política.
Salta à evidência, pois, que o homem está se utilizando, de forma equivocada, do livre arbítrio que o ente supremo lhe concedeu, expondo a condições sub-humanas mais de um bilhão de seus semelhantes.
É bem por isso que o Armagedon se aproxima, nisto crendo quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.
1 opinião
avalie fechar
Antonio Fouto Dias (2566) 13/10/2009 14h04
Antonio Fouto Dias (2566) 13/10/2009 14h04
Os produtores de cana que se cuidem, uma vez que, quando se iniciar a exploraçãodo pre-sal e o Brasil estiver produzindo muito mais do que sua real necessidade de consumo de petróleo, certamente, mesmo que a Petrobrás não queira, os preços do óleo diesel e da gasolina irão cair, fato que tornará o consumo de álcool não compensador, pois se o preço de ambos os combustíveis estiverem iguais ou próximos, o proprietário do veículo optará pela gasolina, pois será mais econômica.
Se agora, do jeito que está já existem problemas no setor alcooleiro, imaginem então com o preço dos combustíveis oriundos do petróleo de baixo valor.
1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (196)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca