Antes de decolar, Azul já planeja passagens mais caras com alta do petróleo
KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
O chairman da Azul, David Neeleman, afirmou nesta quarta-feira que a companhia aérea, que entra em operação em 2009, deverá ter passagens mais caras do que era planejado devido à alta do preço do petróleo.
Segundo o executivo, todas as companhias aéreas do mundo refizeram suas contas e a maioria reajustou os preços após as altas consecutivas da commodity.
"Sabemos que os tempos são difíceis com os preços dos combustíveis, por isso temos que oferecer um serviço muito bom", disse Neeleman em entrevista em São Paulo.
Ele afirmou que a empresa terá, dentro dos mesmos vôos, tarifas mais baixas (próximos das praticadas pelas empresas de transporte rodoviário) e mais elevados. Porém, não especificou a porcentagem dos assentos que terão esses descontos.
A empresa começa a operar em janeiro de 2009, com três das 76 aeronaves encomendadas junto a Embraer (incluindo as opções). Os pedidos firmes são de 38 aeronaves.
O investimento inicial da Azul será de US$ 150 milhões. "Não precisamos de mais dinheiro", explicou Neeleman.
Para o executivo, a ocupação média dos aviões deve ser de 75%. A porcentagem acima da média do mercado se explica pelo fato do modelo de avião que será usado pela Azul comportar 118 passageiros --menor do que a dos aviões utilizados pela Gol e TAM, os líderes do mercado.
A empresa pretende ganhar mercado oferecendo preços mais baixos e vôos sem escalas. Neeleman afirmou que estima em 25 as cidades que possam ser atendidas pela empresa com vôos diretos. Segundo ele, 80% das cidades servidas de aeroportos não possuem transporte aéreo direto entre si.
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