Dinheiro
29/05/2008 - 16h33

Nota da Fitch abre janela muito maior para investimentos, diz economista

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VINICIUS ALBUQUERQUE
da Folha Online

A obtenção pelo Brasil de mais uma classificação de "investment grade" (grau de investimento), desta vez pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, abre para o país uma "janela muito maior" para investimentos externos, disse nesta quinta-feira o economista-chefe da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira.

Segundo ele, a nota da Fitch é "super importante" para o Brasil, e fica agora faltando "apenas uma" classificação de grau de investimento --a da agência Moody's. "A nota [da Fitch] é super importante, pois abre uma janela muito maior para, por exemplo, IPOs, fusões e aquisições", disse

A classificação da Moody's, no entanto, deve demorar um pouco para sair, segundo Bandeira. "A [nota da] Moody's demora um pouco mais, as outras duas agências estavam mais adiantadas em sua avaliação sobre o Brasil", afirmou.

Ele avalia ainda que o país agora também deve caminhar para uma redução de juros, ainda que no curto prazo o país ainda tenha de lidar com a inflação.

Mesmo que a economia mundial esteja no momento diante de um cenário de crise, que afetou os mercados financeiros, além de problemas como a disparada do petróleo e a alta da inflação, o grau de investimento é positivo para o Brasil, avaliou Bandeira.

A Fitch Ratings elevou hoje a nota do Brasil de "BB+" para "BBB-", o que coloca o país no grupo dos países grau de investimento, desta vez pelo viés desta agência de classificação de risco. O anúncio da Fitch confirma a promoção do rating brasileiro anunciada no final de abril pela agência Standard & Poor's, que foi a primeira a chancelar o país como bom pagador.

"A alta do rating reflete uma melhora dramática das balanças pública e externa do Brasil, que tem reduzido a vulnerabilidade brasileira ante os choques externos e cambiais e fortifica a estabilidade econômica e reforça suas previsões de crescimento de médio prazo", disse a agência em seu comunicado.

O grau de investimento é a classificação dada pelas agências de rating a países com poucas chances de deixar de honrar suas dívidas. Com a nota, o Brasil poderá receber recursos de grandes fundos internacionais que só têm autorização para investir em mercados que já conquistaram essa chancela de bom pagador.

Quase uma semana após o anúncio da Standard & Poor's, a Fitch confirmou que o seu rating do Brasil estava sob reavaliação, após a imprensa noticiar que a equipe principal de analistas visitou o país e teve contato com autoridades governamentais. "O rating soberano do Brasil está sob revisão ativa", afirmou a agência, através de uma nota à imprensa.

Comentários dos leitores
Edivaldo Tavares (16) 31/05/2008 18h16
Edivaldo Tavares (16) 31/05/2008 18h16
Lula é um grande presidente.Político notável.O PT faz um grande trabalho.O Brasil ganha com isso. 26 opiniões
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AGUINALDO VENANCIO (1445) 31/05/2008 15h18
AGUINALDO VENANCIO (1445) 31/05/2008 15h18
EHH FHC,,,,
DEBELASTES O MOSTRO DA INFLAÇÃO COM SABEDORIA E COMPETÊNCIA...
SEMEATES O SOLO, PARA QUE OS QUE VIESSEM DEPOIS DE TI, PLANTASSEM COM A MESMA COMPETÊNCIA AS SEMENTES PARA QUE ,APROVEITANDO-SE DO CENÁRIO ECONOMICO INTERNACIONAL FAVORÁREL, ALACANCASSEMOS UM CRESCIMENO DIGNO COM AS OPORTUINIDADES...
MAS, ALEM DE NADA DISSO ACONTECER, ESTAO RESCUSSITANDO O MOSTRO DA INFLAÇÃO...
MAS OS ESCÂDALOS, A PTZADA ALOPRADA FOI MUITO COMPETENTE...
FAZER O QUE NE?
DA PRA COMPARAR???
QUE DESGRAÇA!
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José Cláudio Martins (106) 31/05/2008 11h37
José Cláudio Martins (106) 31/05/2008 11h37
Por que de agora em diante eu serei PSOL, mesmo sabendo que se um dia o partido subir ao poder será igual aos outros?
Por que chegamos num determinado ponto em que só o radicalismo poderá reduzir: as mordomias, as gastanças dos cartões corporativos, os auto-aumentos de salários, as milionárias verbas de campanha, os mensalões, os PACs eleitoreiros indiscriminados, os impostos e os juros absurdos, a destruição da Amazônia, o amor promíscuo de Lula com Hugo Chavez e Morales, as super-verbas de campanha, os cofres-cuecas dos professores de pós-doutorado do PC Farias e do Collor, os relatórios confidenciais governamentais usados como armas de intimidação, as barganhas de cargos públicos, dos conchavos entre partidos para votações tipo CPMF/CSS e mais outras centenas de absurdos.
Por que sou a favor da imprensa LIVRE?
Porque mesmo sabendo que existem jornalistas parciais, eles não chegam com toda força nas manchetes porque suas matérias passam pelo chefe de redação, editoria, conselho editorial etc. Porque existe a figura do ombudsman que pode ter as suas observações contestadas pela editoria, mas não pode ser calado.
Sou a favor das matérias investigativas, das denúncias e da preservação das fontes. Quem se sentir prejudicado que conteste e peça retratação ou ressarcimento judicialmente.
IMPRENSA LIVRE: Continue radical contra as bandalheiras do governo e da oposição. Invista no jornalismo investigativo porque as denúncias de falcatruas são a NOSSA SALVAÇÃO!
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