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Dinheiro
30/05/2008 - 08h23

País colhe o que o povo plantou, diz Lula sobre novo grau de investimento

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LETÍCIA SANDER
da Folha de S.Paulo, em San Salvador
SHEILA D'AMORIM
da Folha de S.Paulo em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em El Salvador, que o país "está colhendo aquilo que foi plantado pelo povo", ao comentar a concessão do grau de investimento pela segunda grande agência de classificação de risco, a Fitch, depois da Standard & Poor's.

"Fico extremamente feliz quando recebo a notícia de que a segunda agência reconhece o Brasil como 'investment grade'. No fundo, no fundo, no fundo, estamos colhendo aquilo que foi plantado pelo povo brasileiro, e acho que isso demonstra que quem trabalha com seriedade e muita objetividade termina vencendo, conquistando seus objetivos", afirmou.

Já o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o grau de investimento reforça a idéia de o Brasil criar o fundo soberano.

"A decisão de criar o fundo já estava tomada. Agora, pode ser reforçada. Países que são grau de investimento têm mais condições de ter o fundo."

Isso porque, quando se atinge essa classificação, aumenta o potencial de investidores que podem aplicar seus recursos no país. O maior fluxo de dólares permite que o governo compre moeda estrangeira para aplicar no exterior em projetos de interesse público.

"Vai ter um aumento substancial do número de investidores que vão poder colocar no Brasil sua carteira de investimento. São investidores de melhor qualidade e devem beneficiar empresas e famílias brasileiras", disse o presidente do BC, Henrique Meirelles.

Mantega creditou o anúncio ao aumento na arrecadação, que tem gerado gordas economias no setor público, mesmo quando se consideram os gastos com juros. "É pela solidez fiscal. Não é por acaso que a Fitch nos concede o "investment grade" um dia depois da apresentação do resultado fiscal do primeiro quadrimestre.".

"Pagamos nossas contas primárias e também financeira, reduzimos a dívida e ainda sobrou porque tivemos um superávit nominal [no período]." A área fiscal, administrada pelo Tesouro, subordinado à Fazenda, sofre crítica de analistas em razão dos gastos do governo.

Também na mira de críticas de políticos e empresários, mas pela alta dos juros, Meirelles comemorou o anúncio da Fitch defendendo a política monetária. "A principal razão para o Brasil conquistar ["o investment grade'] é a capacidade de crescer com estabilidade e isso precisa de previsibilidade, que é garantida pelo compromisso inequívoco com regime de metas de inflação", ressaltou, citando ainda o câmbio flutuante e o superávit primário.

Comentários dos leitores
Edivaldo Tavares (16) 31/05/2008 18h16
Edivaldo Tavares (16) 31/05/2008 18h16
Lula é um grande presidente.Político notável.O PT faz um grande trabalho.O Brasil ganha com isso. 26 opiniões
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AGUINALDO VENANCIO (1445) 31/05/2008 15h18
AGUINALDO VENANCIO (1445) 31/05/2008 15h18
EHH FHC,,,,
DEBELASTES O MOSTRO DA INFLAÇÃO COM SABEDORIA E COMPETÊNCIA...
SEMEATES O SOLO, PARA QUE OS QUE VIESSEM DEPOIS DE TI, PLANTASSEM COM A MESMA COMPETÊNCIA AS SEMENTES PARA QUE ,APROVEITANDO-SE DO CENÁRIO ECONOMICO INTERNACIONAL FAVORÁREL, ALACANCASSEMOS UM CRESCIMENO DIGNO COM AS OPORTUINIDADES...
MAS, ALEM DE NADA DISSO ACONTECER, ESTAO RESCUSSITANDO O MOSTRO DA INFLAÇÃO...
MAS OS ESCÂDALOS, A PTZADA ALOPRADA FOI MUITO COMPETENTE...
FAZER O QUE NE?
DA PRA COMPARAR???
QUE DESGRAÇA!
16 opiniões
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José Cláudio Martins (106) 31/05/2008 11h37
José Cláudio Martins (106) 31/05/2008 11h37
Por que de agora em diante eu serei PSOL, mesmo sabendo que se um dia o partido subir ao poder será igual aos outros?
Por que chegamos num determinado ponto em que só o radicalismo poderá reduzir: as mordomias, as gastanças dos cartões corporativos, os auto-aumentos de salários, as milionárias verbas de campanha, os mensalões, os PACs eleitoreiros indiscriminados, os impostos e os juros absurdos, a destruição da Amazônia, o amor promíscuo de Lula com Hugo Chavez e Morales, as super-verbas de campanha, os cofres-cuecas dos professores de pós-doutorado do PC Farias e do Collor, os relatórios confidenciais governamentais usados como armas de intimidação, as barganhas de cargos públicos, dos conchavos entre partidos para votações tipo CPMF/CSS e mais outras centenas de absurdos.
Por que sou a favor da imprensa LIVRE?
Porque mesmo sabendo que existem jornalistas parciais, eles não chegam com toda força nas manchetes porque suas matérias passam pelo chefe de redação, editoria, conselho editorial etc. Porque existe a figura do ombudsman que pode ter as suas observações contestadas pela editoria, mas não pode ser calado.
Sou a favor das matérias investigativas, das denúncias e da preservação das fontes. Quem se sentir prejudicado que conteste e peça retratação ou ressarcimento judicialmente.
IMPRENSA LIVRE: Continue radical contra as bandalheiras do governo e da oposição. Invista no jornalismo investigativo porque as denúncias de falcatruas são a NOSSA SALVAÇÃO!
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