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Dinheiro
30/05/2008 - 08h46

Consumo na China, Índia e Rússia afeta demanda mundial de alimentos

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da Efe, em Montevidéu

O aumento do consumo de carnes, cereais e oleaginosos, especialmente por China, Índia e Rússia, afeta a situação da demanda mundial de alimentos, afirmaram nesta quinta-feira (29) em Montevidéu (capital do Uruguai) os ministros de Agricultura do CAS (Conselho Agropecuário do Sul).

O aumento do consumo é um dos fatores que afetam o mercado alimentício mundial. O emprego de produtos agrícolas para gerar biocombustíveis também é uma influência negativa, de acordo com a ministra chilena, Marigen Hornkohl, porta-voz do grupo, formado por Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

A reunião contou com a presença do ministro da Agricultura do Brasil, Reinhold Stephanes, e a declaração final, lida por Hornkohl, reconhece que o mundo registra "altas de preços nos alimentos", mas mostra também que esse aumento de custos é "generalizado" entre as matérias-primas, "especialmente a energia, o petróleo e os adubos", piorando ainda mais a situação.

"A região formada pelos países do CAS produz alimentos que contribuem para sustentar a oferta mundial", reconheceram os ministros nas conclusões aprovadas.

O fortalecimento da inovação tecnológica no setor e o apoio aos pequenos produtores e à agricultura familiar são alguns dos compromissos assumidos durante o encontro.

"O preço dos alimentos tem a ver também com a fome e a desnutrição", declarou o ministro da Agricultura uruguaio, Ernesto Agazzi.

O ministro explicou que esta reunião é uma prévia do encontro que a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) realizará na próxima semana em Roma.

O encontro contou também com a presença dos ministros da Argentina, Javier de Urquiza; do Paraguai, Alfredo Molinas; e o embaixador da Bolívia no Uruguai, Marcelo Janko.

Comentários dos leitores
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
Vejam bem politicos e corruptos, não tem diferença,essa merkel está de olho só no nosso petroleo e nada mais, pois quem tocou no assunto de bio combustiveis foi olulala e não ela ela não quer nem saber....disso... sem opinião
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Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
28 opiniões
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