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Dinheiro
30/05/2008 - 16h36

Dólar fecha a R$ 1,62, em seu menor preço desde janeiro de 99

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da Folha Online

A confirmação do Brasil como país grau de investimento ainda teve efeitos sobre o mercado de câmbio nesta sexta-feira. A taxa de câmbio, que ontem caiu 1,08%, cedeu mais 0,61% hoje, descendo para R$ 1,628 (valor de venda), o menor preço desde 20 de janeiro de 1999.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,730 (venda), em declínio de 1,70%. A taxa de risco-país atinge 181 pontos, número 5,23% inferior à pontuação final de ontem.

Ontem, a Fitch Ratings elevou a nota de risco de crédito do Brasil de "BB+" para "BBB-", seguindo a iniciativa da agência Standard & Poor's, que no final de abril foi a primeira a elevar o país a essa classificação.

"Hoje, não teve outro motivo que não o anúncio da Fitch: todo mundo sabe que vai entrar mais dólares no país. Agora, não vai ser de uma hora para outra. Esse dinheiro vai entrar em ritmo moderado", comenta Luiz Carlos Baldan, diretor da corretora Fourtrade. "E hoje é final de mês, dia de 'vencimento de Ptax', quando tem aquela velha disputa entre comprados e vendidos. E nós soubemos que muitas tesourarias [de banco] venderam", acrescenta.

Tipicamente, no último dia do mês, ocorre uma "disputa" entre agentes financeiros para influenciar a formação da Ptax, a taxa média de câmbio, que serve para a liquidação dos contratos futuros de dólar na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Os chamados "vendidos" ganham quando o dólar cai, e os "comprados", quando a taxa sobe.

Fundo soberano

Outra notícia bastante aguardada pelo mercado financeiro foi revelada hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o ministro, o governo realmente vai constituir o fundo soberano, a partir de uma economia adicional de 0,5% do PIB (soma das riquezas do país).

Na prática, a medida eleva a meta de superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública), dos atuais 3,8% para 4,3%. Aumentar essa meta havia sido a recomendação de vários economistas para abater a dívida pública, controlar a inflação e acelerar a obtenção do status de grau de investimento.

A medida, no entanto, ainda precisa ser aprovada no Congresso, o que pode ter limitado seu efeito sobre o mercado de câmbio.

Em seu leilão diário de câmbio, o Banco Central aceitou ofertas por R$ 1,6292 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais era de US$ US$ 197,298 bilhões.

Juros futuros

Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros revisou para baixo as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011.

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada retraiu de 13,07% ao ano para 13,06%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 14,24% para 14,16%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 14,18% para 14,13%.

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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