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Dinheiro
02/06/2008 - 12h55

FMI revisa crescimento da zona do euro em 2008 para cima

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da Efe, em Frankfurt

O FMI (Fundo Monetário Internacional) revisou nesta segunda-feira para cima suas previsões de crescimento para a zona do euro em 2008 e recomendou que o BCE (Banco Central Europeu) mantenha a taxa de juros inalteradas.

Nas conclusões das consultas do FMI com os países da zona do euro, apresentadas em Frankfurt, a organização previu crescimento anual de 1,75% este ano para a região, em comparação ao 1,4% previsto em abril.

O diretor interino do departamento europeu do FMI, Alessandro Leipold, disse em entrevista coletiva na sede do BCE que estes números são provisórios e que poderiam ser alterados no relatório que a instituição publicará no final de julho.

Leipold, que acrescentou que a inflação ficará abaixo de 2% no final de 2009, afirmou que a atividade econômica da zona do euro se desenvolveu melhor do que o previsto em abril, como mostram os números de crescimento do primeiro trimestre do ano.

O Conselho do BCE, entidade que comemora hoje seu décimo aniversário, se reunirá na próxima quinta para debater a taxa de juros da zona do euro, que atualmente está em 4% ao ano.

O BCE, que define a estabilidade de preços com inflação próxima, mas abaixo de 2%, também divulgará na quinta-feira suas novas previsões de crescimento econômico e inflação.

Até agora, o FMI considerou que o BCE tinha margem de manobra para reduzir a taxa de juros na zona do euro.

O FMI também previu crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,25% para 2009, em comparação ao 1,2% previsto anteriormente.

Além disso, o FMI previu que a inflação ficará acima dos 3% em um futuro próximo por causa do "excepcionalmente grande aumento dos preços das matérias-primas".

O aumento dos preços das matérias-primas e dos alimentos também reduzirá o consumo, segundo o FMI, que também considerou que o mercado imobiliário, apesar das diferentes tendências da região, prejudicará o setor de construção e a despesa e a renda das famílias.

A instituição destacou que "a questão central para a política monetária é como equilibrar o risco de um amplo aumento da inflação com a previsão de gradativas forças deflacionárias geradas pelo arrefecimento econômico."

"Nestas circunstâncias, é apropriado manter a taxa de juros", diz o FMI.

A desaceleração da atividade econômica é a resposta aos "impactos globais", segundo o órgão, que também considerou que os riscos para o crescimento continuam sendo grandes por causa das turbulências financeiras.

O FMI reiterou que a economia da zona do euro se mostrou resistente à turbulência, mas que ela não está imune e destacou que, apesar de progressos, "muitos mercados ainda têm que voltar à normalidade".

No entanto, o FMI elogiou o notável progresso em relação ao reconhecimento das perdas dos bancos e a nova capitalização.

O FMI afirmou que aumentará "a pressão sobre as empresas e famílias pelas gratificações de risco mais elevadas e os padrões de crédito mais estritos, apesar de isto ainda não estar evidente."

Por sua vez, o FMI se mostrou decepcionado com a produtividade da zona do euro e considerou que as disparidades econômicas dentro da área ainda são acentuadas.

 

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