Dinheiro
04/06/2008 - 08h32

Itália propõe criação de banco internacional de reservas de alimentos

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da Efe, em Roma

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, propôs nesta quarta-feira, durante a cúpula da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) sobre segurança alimentar, a criação de um banco internacional de "reservas" de matérias-primas, para recorrer em caso de necessidade ou urgência.

Frattini disse que o primeiro-ministro da Itália, o conservador Silvio Berlusconi, proporá em breve aos países europeus algumas medidas para enfrentar a crise alimentícia, e entre elas citou a criação de um "banco de reservas estratégicas".

Em detalhe, seria como uma espécie de "banco do grão", que seria responsável também por estabilizar os preços dos produtos agrícolas e reduzir as "contraproducentes ações unilaterais".

Outra proposta que Berlusconi fará no âmbito da União Européia (UE) será "liberalizar as ajudas ao desenvolvimento que cada país destina à luta contra a crise alimentícia dos vínculos orçamentários aos quais se submete o gasto público".

"Não pedimos mais fundos, mas que não se considere o dinheiro destinado ao desenvolvimento um mero capítulo negativo no orçamento dos países", acrescentou.

O ministro italiano acrescentou que, durante a Presidência da Itália do G8 (sete países mais industrializados e a Rússia), pedirá que os membros e a toda a comunidade "enfrentem o desafio da crise dos alimentos".

O governo italiano, disse Frattini, aumentou em 2007 em 50% os fundos destinados à segurança alimentar, chegando aos 186 milhões de euros, que foram destinados, principalmente, à África.

No entanto, Frattini não anunciou em seu discurso na cúpula da FAO nenhum plano de ajuda por parte do Governo de seu país.

O chefe da diplomacia italiana se distanciou das críticas feitas por alguns países africanos aos três organismos das Nações Unidas que tratam da alimentação e da luta contra a fome: a FAO, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Frattini pediu que essas agências "completem rapidamente o processo de reforma" e aproveitem esta oportunidade para colocar-se com autoridade na luta contra a crise.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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