Organizações da ONU anunciam plano para relançar agricultura na África
da Efe, em Roma
O presidente da Agra (Fundação Aliança para uma Revolução Verde na África) e ex-secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, apresentou nesta quarta-feira um plano de cooperação com agências da organização que tratam da alimentação para relançar o sistema agrícola na África.
À margem da cúpula da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) sobre segurança alimentar, em Roma, a Agra e as agências da ONU assinaram hoje o protocolo de colaboração para o novo projeto.
Segundo Annan, o plano permitirá "começar a revolução verde na África" e constará de ajudas diretas exclusivamente aos pequenos agricultores, "para reforçar seus cultivos" e "relançar assim todo o sistema econômico do continente".
De acordo com Annan, esta colaboração com as três agências da ONU que tratam da luta contra a fome marcará "o início da nova era para a África", que transformará "a crise de hoje na vitória de amanhã".
"Na África, 250 milhões de pessoas estão desnutridas, 33 milhões são crianças", disse Annan, que lamentou ainda que "o continente africano tenha sido abandonado durante muitos anos", e que é preciso "investir nos pequenos produtores e nas áreas com maiores possibilidades", e citou a produção da espécie de milho.
O plano será baseado em três pontos de ação: melhorar a compenetração entre governos e agências internacionais; intervenções que respeitem a biodiversidade do continente; e concentrar os financiamentos nos pequenos produtores.
Segundo a previsão do ex-secretário-geral da ONU, o projeto permitirá o crescimento de 6% a mais por ano da produtividade agrícola na África.
Segundo o diretor da FAO, Jacques Diouf, o plano se traduzirá em um "melhor acesso dos pequenos agricultores à terra, à água, às sementes e aos adubos".
A Agra é financiada por duas fundações americanas, a Bill & Melinda Gates Foundation e a Rockefeller Foundation.
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