Estoques de petróleo nos EUA caem na semana, mas as de gasolina crescem
da Folha Online
As reservas de petróleo dos EUA caíram em 4,8 milhões de barris na semana encerrada no dia 30 de maio, ficando em 306,8 milhões de barris, contra uma expectativa de redução de 1,3 milhão de barris.
Os dados constam do relatório semanal de estoques divulgado nesta quarta-feira pelo Departamento de Energia daquele país. Segundo o órgão, a queda não impediu que as reservas americanas da commodity ficassem dentro da média para essa época do ano.
As reservas de gasolina, no entanto, cresceram em 2,9 milhões de barris no período, superando a previsão de alta de 1,2 milhão de barris e atingindo 209,1 milhões de barris.
Os estoques de destilados (que incluem combustível para calefação doméstica e querosene da aviação) tiveram um crescimento de 2,3 milhões de barris, contra uma expectativa de crescimento de 1,5 milhão de barris. O estoque agora é de 111,7 milhões de barris.
A demanda por gasolina nos EUA teve uma queda de 1,4% nas últimas quatro semanas --refletindo a alta no preço do galão (3,785 litros), cujo preço médio está quase em US$ 4, segundo a AAA (Associação Americana do Automóvel, na sigla em inglês).
O preço do petróleo chegou a subir com a notícia de uma queda no estoque americano, mas o aumento na reserva de gasolina fez com que as cotações do barril recuassem --na Nymex, o preço do petróleo chegou a cair para US$ 122,10 (no dia 22 de maio o barril chegou ao recorde de US$ 135,09).
O barril já vinha recuando devido ao comentário feito ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, de que é improvável que o banco mantenha sua política atual de corte de juros. Com a perspectiva de que os juros do BC americano parem de cair, o dólar interrompeu a trajetória declinante vista nos últimos meses. Com o dólar podendo ganhar força diante das moedas frente às quais vem perdendo valor, como o euro e o iene, o preço da commodity pode voltar a ser um obstáculo para novos compradores --o que serviria como uma forma de frear a expansão da demanda.
Bernanke disse ontem que 'no momento, a política monetária para promover o crescimento moderado e a estabilidade de preços ao longo do tempo'. A avaliação dos analistas é de que o Fed deve deixar sua taxa de juros em 2% na próxima reunião do banco, programada para os dias 24 e 25 deste mês e, provavelmente, até o fim do ano (alguns falam em um ligeiro aumento mais perto do fim do ano, se a inflação registrar alta).
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Ainda bem que o petróleo (inclusive o do pré sal) é TOTALMENTE NEUTRO em se tratando de efeito estufa & congêneres, não é?
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