Mudança em obra pode atrasar conclusão da hidrelétrica de Jirau
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
ANA CAROLINA OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online, em Brasília
A mudança na localização da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, poderá atrasar a licença para início da obra da usina. No relatório do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) apresentado hoje pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), está prevista a emissão da licença de instalação para 15 de dezembro deste ano.
Essa previsão não considera, no entanto, a proposta do consórcio que irá fazer a obra de deslocar o local de construção em nove quilômetros para reduzir os custos da usina.
"No que se refere a esse deslocamento, tem de ser analisado tanto pela Aneel quanto pelo Ibama e assim que for concluído haverá uma manifestação pública", disse a ministra.
Dilma afirmou que não tem certeza se essa data será mantida. "É uma estimativa. Antes de ter essa alteração, era essa a expectativa. Com a alteração, nós não sabemos."
A usina de Jirau é considerada prioritária pelo governo e faz parte do PAC. A obra terá capacidade para gerar 3.300 MW e entrará em funcionamento a partir de 2013, com custo previsto de R$ 8,7 bilhões. No total, a obra terá 44 turbinas, suficientes para abastecer 9,8 milhões de casas mensalmente. A usina está localizada a 135 quilômetros de Porto Velho e deverá gerar 13 mil empregos diretos e 50 mil empregos indiretos.
Aeroporto
Outro setor com problemas nas obras são os aeroportos. Das oito obras mais importantes do PAC nessa área, três enfrentam problemas para sua conclusão. São questões relacionadas a gastos que estão sendo contestadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
As obras com problemas são nos terminais de passageiros em Vitória (ES) e Macapá (AP) e nas pistas de Guarulhos (SP).
"O TCU questiona o nível de preços praticados. Nós consultamos o Ministério da Defesa e a Infraero e achamos melhor destacar como preocupante devido à paralisação dessas obras", disse a ministra Dilma.
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