Bolsas européias fecham em baixa, com bancos e petrolíferas
da Folha Online
As Bolsas européias fecharam em queda nesta quarta-feira, com os rumores de que o setor bancário pode precisar de mais capital, devido ás perdas no setor diante do cenário atual de crise financeira. Com a queda do petróleo (que hoje voltou ao patamar de US$ 122), as ações das empresas petrolíferas também perderam.
A Bolsa de Londres fechou em baixa de 1,45%, com 5.970,10 pontos; a Bolsa de Paris teve perda de 1,38%, indo para 4.915,07 pontos; a Bolsa de Frankfurt perdeu 0,77%, indo para 6.965,43 pontos; a Bolsa de Amsterdã recuou 1,10%, fechando com 478,57 pontos; a Bolsa de Milão teve baixa de 1,02%, ficando com 25.096 pontos; e a Bolsa de Zurique fechou em baixa de 1%, com 7.514,48 pontos.
As ações do BNP Paribas e as do Société Générale caíram (1,5% e 1,2% respectivamente) depois que a agência de classificação de risco Fitch Ratings informou que os bancos precisarão de capital adicional devido à situação de fraqueza de suas finanças. Também tiveram queda as ações do Barclays (-4,4%).
Também caíram as ações do setor petrolífero, com o recuo no preço do petróleo em Nova York. As ações da Shell caíram 2,7% e as da BP (British Petroleum) perderam 3,5%. O Departamento de Energia dos EUA informou hoje que as reservas de petróleo do país caíram em 4,8 milhões de barris na semana encerrada no dia 30 de maio, ficando em 306,8 milhões de barris, contra uma expectativa de redução de 1,3 milhão de barris. As reservas de gasolina, no entanto, cresceram em 2,9 milhões de barris no período, superando a previsão de alta de 1,2 milhão de barris e atingindo 209,1 milhões de barris.
O preço do petróleo chegou a subir com a notícia de uma queda no estoque americano, mas o aumento na reserva de gasolina fez com que as cotações do barril recuassem --na Nymex, o preço do petróleo chegou a cair para US$ 122,10 (no dia 22 de maio o barril chegou ao recorde de US$ 135,09).
O barril já vinha recuando devido ao comentário feito ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, de que é improvável que o banco mantenha sua política atual de corte de juros. Com a perspectiva de que os juros do BC americano parem de cair, o dólar interrompeu a trajetória declinante vista nos últimos meses. Com o dólar podendo ganhar força diante das moedas frente às quais vem perdendo valor, como o euro e o iene, o preço da commodity pode voltar a ser um obstáculo para novos compradores --o que serviria como uma forma de frear a expansão da demanda.
Bernanke disse ontem que 'no momento, a política monetária para promover o crescimento moderado e a estabilidade de preços ao longo do tempo'. A avaliação dos analistas é de que o Fed deve deixar sua taxa de juros em 2% na próxima reunião do banco, programada para os dias 24 e 25 deste mês e, provavelmente, até o fim do ano (alguns falam em um ligeiro aumento mais perto do fim do ano, se a inflação registrar alta).
As ações de outras empresas do setor de commodities também caíram. Os papéis da Anglo American caíram 1,7%.
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