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Dinheiro
04/06/2008 - 16h37

Mercado mantém dólar a R$ 1,63 no fechamento

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da Folha Online

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,630 na venda nos últimos negócios desta quarta-feira, sem variação sobre a taxa final formada ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,740 (venda), em alta de 0,57%.

Segundo profissionais de corretoras, a expectativa pelo resultado da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) guiou os negócios de hoje no mercado de câmbio. Ontem, o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, sinalizou que o juro americano deve ser mantido em 2% pelos próximos meses.

No Brasil, analistas contam com uma nova alta da taxa Selic, provavelmente para 12,25%, embora um ajuste para 12,50% não esteja descartada por uma parcela de economistas do setor financeiro. "Com os últimos números de inflação, parece que o mercado consolidou que vai dar meio ponto. O volume de negócios foi regular, mas nós vimos por aqui que alguns importadores preferiram ficar fora [do mercado], aguardando a posição do Bacen", relata Luiz Fernando Moreira, operador da mesa de câmbio da corretora Dascam.

"A manutenção de alta de meio ponto percentual é mais ponderada, sem causar estresse, dando-lhe tempo [o BC] e margem de manobra para sentir a reação dos índices e agira té a última reunião do ano, em 10 de dezembro", avalia a equipe de analistas da corretora Planner, em relatório sobre economia e mercado financeiro.

Analistas lembram que essa diferença entre juros americanos e brasileiros, cada vez maior, deve manter o mercado doméstico atrativo para investidores externos, o que sustenta a tendência declinante da taxa de câmbio. Os mesmos profissionais vêem com reservas a possibilidade da taxa cambial romper "o piso" de R$ 1,60 no curto prazo, devido à deterioração já observada das contas externas.

O BC revelou hoje números que reforçam essa percepção: o fluxo cambial do país, que mede a entrada de capital estrangeiro no comércio e na área financeira, ficou positivo em US$ 148 milhões em maio. Trata-se do segundo pior resultado do ano, atrás apenas do déficit de US$ 2,357 bilhões registrado em janeiro.

Juros futuros

Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros elevou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011.

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 13,10% ao ano para 13,13%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 14,18% para 14,22%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 14,13% para 14,17%.

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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