Bovespa cai pelo terceiro dia e fecha em queda de 1,91%
da Folha Online
O terceiro dia consecutivo de queda fez a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) perder o patamar histórico dos 70 mil pontos, em meio a mais um discurso "sincero" do presidente do BC americano, Ben Bernanke, e a preocupação com uma nova alta dos juros domésticos.
Em Nova York (Nymex), o barril do petróleo recuou para US$ 123, distante do pico recorde de US$ 135, e levou de roldão as ações de muitas petrolíferas. No Brasil, as ações da Petrobras, que responderam por 30% do volume financeiro total, despencaram.
O Ibovespa, índice que reflete os preços dos papéis mais negociados, amargou perdas de 1,91%, para os 68.673 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,2 bilhões, acima da média em maio (R$ 7,03 bilhões) e do ano (R$ R$ 6,2 bilhões).
A ação preferencial da Petrobras cedeu 4,57%, para R$ 45,28, enquanto a ordinária caiu 3,58%, para R$ 53,20, neste pregão.
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,630 na venda, estável sobre a cotação final anterior. A taxa de risco-país atinge 176 pontos, número 2,22% inferior à pontuação final de ontem.
Na Europa, as principais Bolsas de Valores encerraram os negócios de hoje em terreno negativo, a exemplo de Londres (baixa de 1,45%) e Frankfurt (queda de 0,77%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem leve baixa de 0,06%.
Entre as principais notícias do dia, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) revelou que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve alta de 1,23% em maio, maior índice mensal desde fevereiro de 2003.
Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o faturamento real da indústria brasileira teve crescimento de 1,6% em abril na comparação com março. No acumulado de quatro meses, o incremento foi de 8,7%.
Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou que a produtividade do trabalhador americano teve um crescimento de 2,6% no primeiro trimestre, índice superior aos 2,2% estimados na divulgação anterior, feita há um mês. Analistas do mercado esperavam um incremento de 2,5%.
O índice de atividade do setor de serviços, apurado pelo ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês), caiu para 51,7 pontos no mês passado, contra 52 pontos em abril. A queda, no entanto, foi menor que o previsto pelos analistas, que estimavam uma queda para 51 pontos.
O Departamento de Energia anunciou que as reservas de petróleo dos EUA caíram em 4,8 milhões de barris na semana encerrada no dia 30 de maio, contra uma expectativa de 1,3 milhão de barris.
O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, voltou a reforçar suas preocupações com os preços do petróleo e a inflação americana. Embora tenha ressaltado que a economia está mais adaptada do que nos anos 70, ele afirmou que o nível de inflação atual é "significativamente mais elevado" do que desejaria autoridade monetária.
Ontem, Bernanke também gerou nervosismo entre investidores ao sinalizar que o Fed tende a manter a atual taxa de juros --2% ao ano-- pelos próximos meses.
Copom
O Copom (Comitê de Política Monetária) anuncia nas próximas horas a nova taxa básica de juros do país, hoje em 11,75% ao ano. Embora as apostas se concentrem num ajuste da taxa Selic para 12,25%, uma corrente de economistas, que ganhou força nos últimos dias, espera um aumento para 12,50%.
"A manutenção de alta de meio ponto percentual é mais ponderada, sem causar estresse, dando-lhe tempo [o BC] e margem de manobra para sentir a reação dos índices e agira té a última reunião do ano, em 10 de dezembro", avaliou a corretora Planner, em relatório sobre economia e mercado financeiro.
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Especial

Ou seja,a Economia não de estabilizou,gerando desconfiança de investidores,poupadores e assalariados adimplentes. Logo, o recurso, é a Reserva técnica de valores, na poupança, ouro, etc...
Temos, pela frente a incógnita, do ano eleitoral, que se aproxima.Talvez tenhamos nova turbulência,financeira,geradas, pelo Governo.
Aguardemos, com RESERVAS .......
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Inclusive esse lugar é um forum de opiniões sobre notícias e manchetes, obviamente, pessoas irão comentar sobre elas.
Comentários poderão ser certas, coerentes ou não.
[]s
Eduardo.
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