Dinheiro
05/06/2008 - 09h00

Ipea defende mudança no IR para aumentar cobrança sobre mais ricos

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KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apresenta nesta quinta-feira ao Senado, durante audiência que discute tributação, um levantamento que aponta como a mudança no Imposto de Renda poderia suprir a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e resultar em aumento de renda para as camadas mais pobres da população.

O levantamento, obtido com exclusividade pela Folha Online, mostra que seria possível com uma transferência dos tributos chamados indiretos, embutidos nos bens de consumo, para a cobrança direta, como o Imposto de Renda.

A alternativa, segundo o estudo, seria ampliar de duas faixas tributadas (15% e 27,5%) para 12, com cobrança progressiva.

Assim, ficariam isentos contribuintes com rendimentos de até R$ 1.257,12. A partir de dessa faixa, o primeiro grupo --com renda de até R$ 2.000--, pagaria 5%.

Progressivamente, a alíquota de 27,5% seria aplicada a rendimentos mensais entre R$ 6.500 mil a R$ 8.000. A última faixa, de renda mensal acima de R$ 50 mil, pagaria 60%.

"Isso não é novo no Brasil, durante um período do regime militar o Brasil tinha 12 faixas de tributação. Com isso, os mais pobres pagariam menos imposto e, progressivamente, os mais ricos seriam mais tributados", afirma o economista Márcio Pochmann, presidente do Ipea.

Entre 1979 e 1982, o Brasil tinha 12 alíquotas, que chegavam a 55%. De 1983 a 1985, eram 13 faixas, que alcançavam 60%.

Segundo Pochmann, o aumento da arrecadação com IR seria suficiente para cobrir uma perda com o fim da Cofins, hipótese levantada pelo instituto como forma de baratear o consumo e, consequentemente, reduzir a pobreza.

Segundo estudo do Ipea, outros países já adotaram uma cobrança do Imposto de Renda com mais alíquotas dividas de acordo com os rendimentos. Na França, por exemplo, são 12 faixas, entre 5% e 57%. Na China são nove, entre 15% e 45%.

Na Argentina, são sete faixas, entre 9% e 35%, No Chile são seis, entre 5% e 45% e, em na Itália, são cinco, entre 18% e 45%.

O levantamento do Ipea também apresenta como alternativa a cobrança de 1% sobre grandes patrimônios por ano, como forma de tributar fortunas e heranças.

Comentários dos leitores
Rones Silva (2) 13/10/2009 20h27
Rones Silva (2) 13/10/2009 20h27
O ministro Temporão tem procurados os parlamentares (PMDB e PE) para defenderem a aprovação da nova CPMF. Tentem imaginar o "toma lá dá cá" que vai resultar destas negociações. sem opinião
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O fato é que a CSS seria, como foi a CPMF, uma fonte de recurso seguro e de arrecadação relativamente simples, aumentando os encargos, que já são elevados para o contribuinte, mas sem provê-lo com quaisquer compensações. Este atalho de menor esforço tem resultado num fato relaxador das aspirações pela reforma fiscal/tributária há muito tempo. Uma das conseqüências da postergação da reforma é a manutenção das "máquinas de desvios", que estrangulam o caixa do estado e produzem toda sorte de dificuldades para a Nação. Necessitamos de um freio de arrumação fiscal e tributária e acabar com tantos impostos. Dessa maneira, então seria aceitável, aplicar-se o mecanismo de arrecadação de um imposto único, que poderia ser inspirado no modelo de arrecadação da CPMF. De outra maneira, é melhor ignorar mais essa criação extempoânea e redundante que deseja o governo. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h01
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h01
Chega Sr. Temer já não chega de tanto imposto, o povo Brasileiro é totalmente contra este absurdo, e
o PMDB esta sempre ao lado do governo para prejudicar o povo. QUE SAUDADE DE ULISSES GUIMARÃES. Este éra o PMDB de antigamente.
sem opinião
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