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Dinheiro
05/06/2008 - 10h03

Biocombustíveis são opção diante do alto preço do petróleo, diz ONU

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da Efe, em Roma

A diretora do WFP (Programa Mundial de Alimentação da ONU, na sigla em inglês), Josette Sheeran, afirmou nesta quinta-feira que a produção de biocombustíveis é uma boa opção quando o petróleo supera os US$ 80 (o barril da commodity está no patamar de US$ 123 e, no último dia 22 bateu o recorde de US$ 135,09).

Ela, no entanto, disse que é preciso analisar com atenção seu impacto sobre os cultivos e que respeitem o ambiente, "para evitar efeitos devastadores".

Sheeran fez uma chamada para que aumente a produção de alimentos e entre em breve na cadeia de distribuição, já que "o um bilhão de pessoas que no mundo que têm fome passarão a ser dois bilhões".

A diretora do WFP disse que esta agência das Nações Unidas foi também muito atingida pelo aumento dos preços, já que destina 80% de seu orçamento para comprar produtos alimentícios para destiná-los aos mais necessitados.

"É necessária uma urgente estabilização dos preços e uma abertura dos mercados", disse Sheeran, que denunciou que o preço da tonelada de arroz passou de US$ 430 a US$ 1.000 em cinco meses, assim como que apenas 7% deste produto sejam destinados à exportação.

A diretora do PMA pediu também que os Governos facilitem a chegada de produtos humanitários às regiões mais necessitadas, eliminando alguns obstáculos criados pelo mercado.

Além disso, avaliou que, "pela primeira vez, a fome esteja em primeiro lugar das agendas internacionais", mas pediu um maior financiamento dos governos para enfrentar a crise.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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