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Dinheiro
05/06/2008 - 12h49

Exportações de petróleo podem ampliar queda do dólar, diz Petrobras

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O aumento na produção e no refino nacional de petróleo nos próximos anos deve ampliar a desvalorização do dólar em relação ao real, segundo a avaliação do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

"Nós vamos exportar muito. Vamos importar também algumas coisas, mas vamos ter uma balança de pagamentos positiva. Provavelmente, nós vamos contribuir para a apreciação do real, porque vamos ser superavitários", afirmou, durante apresentação a empresários no CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social).

Gabrielli chegou a fazer uma brincadeira com um dado que aparecia incorretamente como sendo em dólares em um de seus slides de apresentação. Afirmou que a moeda correta era o real, e não a "moeda fraca".

"Mijo do diabo"

Gabrielli afirmou também que o Brasil precisará tomar cuidados para que o desenvolvimento de novos poços não acabe desindustrializando o país, como aconteceu com outros grandes produtores mundiais dessa área.

Esse movimento é conhecido como "Doença Holandesa", quando um grande exportador de produtos básicos recebe muitos dólares por essas vendas e acaba vendo sua moeda ser supervalorizada, o que prejudica as exportações de outros setores.

Ele citou uma frase do senador Gerson Camata. "Ele disse que o petróleo é o ouro negro, é algo muito atraente. Mas ele também é o mijo do diabo", afirmou Gabrielli. "Toda vez que o petróleo cresceu muito em todos os países, ele matou o que estava em volta. Ele desindustrializou o país, porque o volume de recursos que ele demanda é tão grande que mata o que está em volta."

Reservas gigantescas

Entre os principais projetos que devem aumentar a produção do país, ele citou os poços da Bacia de Santos (nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro), com destaque para o megacampo de Tupi.

"Em Tupi, nós perfuramos dois poços e já temos informações que podem nos dizer mais ou menos qual é o volume que temos. Nós temos de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo", afirmou.

Também destacou outros projetos na região, que inclui os campos de Júpiter, Parati, Carioca, Bem-Te-Vi e Caramba, entre outros.

"Estamos com várias atividades de perfuração nessa região. Não temos condições hoje de dizer o volume, mas podemos afirmar que é muito óleo. Com certeza, dadas as estimativas, é muito óleo. Estamos frente a um potencial absolutamente gigantesco de reservas."

Comentários dos leitores
JUAN LUIS SCHENONE (1) 05/07/2009 01h50
JUAN LUIS SCHENONE (1) 05/07/2009 01h50
Porque a Petrobras nao aproveita e compra parte da YPF?
Mais cedo ou mais tarde alguem vai ter que buscar petroleo nas aguas da Argentina e o Brasil deveria estar nesse negocio.
sem opinião
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Manoel Matos (1) 19/06/2009 20h46
Manoel Matos (1) 19/06/2009 20h46
Entendo que o marco regulatório do pré-sal é um assunto delicado, mas por outro lado não deveria haver demasiada demora. A rapidez pode gerar confiança aos investidores e parceiros no projeto.
A independência energética do nosso país no atual momento de crise é crucial para atrair novos investimentos e gerar mais empregos.
Um outro ponto fundamental é não fazer desse projeto e da Petrobras um motivo de batalha política entre partidos de oposição.
Agora é o momento de deixar de lado qualquer divergência política e pensar no Brasil.
Quanto á demora da transnordestina, penso que é fundamental apoiar a CSN no projeto; e mais uma vez pensar em nosso país. Nosso grande país do presente e do futuro.
Espero que os dirigentes e todos envolvidos possam entender a mensagem e agir com a mais boa vontade de fazer as coisas acontecerem.
4 opiniões
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sérgio dourado (188) 18/06/2009 14h03
sérgio dourado (188) 18/06/2009 14h03
O governo está com mais uma das portas de um grande destino para o Brasil. Espero que se pense no país,quando se explorar a imensa quantidade de óleo na camada pré-sal. Pois já que não temos pessoas competentes no comando do país,que pense estrategicamente seu destino,a natureza vai nos provendo dos bens materiais para se atingir o ponto mais alto no desenvolvimento sustentável. Resta-nos pessoas que pensem o petróleo,por exemplo,não somente como um produto de exportação,mas como vetor de crescimento da economia como um todo,baixando impostos que incide sobre um produto que temos autosuficiência clara,devido aos potenciais dos campos petrolíferos descobertos,e também pelas reservas de gás que a mesma Petrobras dispõe em solo brasileiro. Somos talvez o único país que pode contar com uma grande matriz energética renovável,no caso do biocombustível,ao passo que a Inglaterra dispõe de somente 4% de matriz energética renovável. No Brasil esse percentual se eleva para mais de 40%.Somos uma potência em níveis energéticos e de produção de proteína vegetal e animal. A grande capacidade do país em produzir alimentos,energia,somente pode precisar de pessoas mais qualificadas e tecnologias mais avançadas:assim o Brasil não terá o que temer. A pauta de exportação do país vai do grão de soja,ao avião.Portanto,podemos e devemos avançar mais do que os outros países,ainda mais a China,Rússia e Índia,nos parceiros e ao mesmo tempo, competidores, diretos. Chega de atos secretos e corrução.. 16 opiniões
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