Dinheiro
05/06/2008 - 13h24

EUA preferem encerrar FAO sem acordo a obter pacto desfavorável

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da Efe, em Roma

O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Ed Schafer, disse hoje que seu país prefere que não haja um acordo cúpula da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) sobre segurança alimentar, que termina hoje em Roma, a conseguir um ruim.

Schafer fez essa declaração à imprensa durante um breve recesso das negociações sobre a declaração final da cúpula, convocada pela FAO com o objetivo de enfrentar a atual crise alimentícia.

O secretário americano explicou que, no entanto, já tinha sido alcançado um acordo na polêmica questão dos biocombustíveis.

A redação da declaração final sobre esse assunto faz referência tanto ao "desafio" representado pelos biocombustíveis quanto às "oportunidades" que oferecem, e com isso dá satisfação a todas as partes e reúne os diversos pontos de vista de todos os países na matéria.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, classificou de "decepcionante" a declaração final da reunião. "É decepcionante a respeito dos preliminares", disse Frattini, em declarações ao programa da televisão pública italiana "Economix", da "RAI Educational".

Segundo Frattini, "infelizmente", as conclusões finais "se diluíram demais a respeito das ambições iniciais".

O responsável da diplomacia italiana acrescentou que o preocupava o fato de os líderes mundiais não sejam capazes de entrar em acordo em um tema como o da emergência alimentícia.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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